República Dominicana reforça segurança na fronteira com o Haiti

Cidade haitiana fronteiriça já registrou três casos de cólera; autoridades montaram cordão militar

Efe

17 de novembro de 2010 | 16h35

DAJABÓN - As autoridades dominicanas reforçaram nesta quarta-feira, 17, as medidas de segurança em uma das fronteiras entre o país e o Haiti, depois de terem sido registrados novos casos de cólera na cidade fronteiriça de Ouanaminthe (Haiti), localizada a 600 metros da província dominicana de Dajabón.

 

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Uma fonte do Corpo Especializado de Segurança Fronteiriça Terrestre (Cesfront) disse que montou um cordão militar no limite entre os dois países para evitar a entrada de haitianos imigrantes ilegais.

 

"Em Dajabón existe um sentimento de muito pânico e as pessoas, desde que souberam que no hospital de Ouanaminthe há pacientes com cólera, começaram a tomar medidas de segurança", disse William Estévez, do canal 6 da televisão local.

 

O Ministério da Saúde Pública e População (MSPP) haitiano anunciou nesta terça-feira que três casos de cólera foram confirmados em Ouanaminthe, mas o médico de turno do hospital da cidade, José Joseph, confirmou a jornalistas locais que no centro de saúde há quatro pacientes com a doença.

 

Mais de mil pessoas morreram no Haiti e cerca de 17 mil foram hospitalizadas por causa da epidemia de cólera. Nesta terça-feira, foi divulgado o primeiro caso da doença na República Dominicana, detectada em um cidadão haitiano.

 

O diretor de Saúde Pública de Dajabón, Rafael Sala, disse que foram adotadas "medidas extremas" de segurança na região e que, embora habitualmente seja permitida a entrada de haitianos em território dominicano, depois desse caso apenas cidadãos que apresentarem documentos poderão entrar.

 

Os responsáveis de Saúde Pública de Dajabón trabalham em coordenação com seus colegas de Ouanaminthe em ações de prevenção da doença, acrescentou Sala.

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