Republicano deixa cargo após escândalo

Após enviar foto sem camisa para mulher que conheceu na internet, conservador apresenta pedido de renúncia

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2011 | 00h00

WASHINGTON

Um flerte pela internet, apimentado com uma foto do tórax e dos braços, custou o segundo mandato do republicano Christopher Lee, de Nova York, na Câmara dos Deputados dos EUA.

Político promissor dos quadros conservadores, Lee, de 46 anos e casado, mergulhou no escândalo na quarta-feira. Naquela noite, já havia enviado ao presidente da Casa, John Boehner, seu pedido de renúncia e anunciado estar pronto para tratar do assunto com a mulher e o filho.

O caso pode ser considerado tímido se comparado com escândalos sexuais que ganharam as manchetes de jornais dos EUA e do mundo e tiveram impacto real na política do país.

Lee havia sido eleito pela primeira vez em 2008, reeleito em novembro do ano passado e compunha o baixo clero da Câmara. Mas era visto como um futuro expoente do partido, por sua habilidade em descomplicar os temas tratados. Sua renúncia assinalou uma vez mais a absoluta intolerância dos meios políticos americanos e da sociedade do país com o comportamento sexual inadequado de seus representantes.

O pecado de Lee começou quando ele clicou no link "Mulheres para Homens" do site de classificados Craigslist, o maior guia de compra e venda pela internet dos EUA, e encontrar o anúncio de uma mulher de 34 anos, de Maryland, em busca de alguém "financeira e emocionalmente seguro", que "não se pareça com um sapo".

"Olá, espero não me parecer com um sapo. Sou um cara bem malhado e elegante", escreveu Lee, do e-mail pessoal e assinando com o próprio nome. À mensagem, ele adicionou uma foto sua diante de um espelho sem camisa, que destacava seu bíceps direito.

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