Republicano propõe lei para restringir viagens à Cuba

Republicano propõe lei para restringir viagens à Cuba

Autor do projeto é descendente de cubanos eleito pela Flórida; ele quer impedir que companhias aéreas ofereçam novos voos e empresas de cruzeiro marítimo façam viagens à ilha

O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2015 | 18h45

WASHINGTON - Deputados republicanos revelaram nesta terça-feira, 28, um projeto que, se aprovado, poderá restringir viagens à Cuba. O autor do projeto, o republicano Mario Diaz-Balart, é um descendente de cubanos eleito pela Flórida. Ele quer impedir que companhias aéreas ofereçam novos voos e empresas de cruzeiro marítimo façam viagens à ilha.

O anúncio acontece após a Casa Branca diminuir em janeiro as restrições para que cidadãos americanos viagem ao país, um movimento que visa reaproximar os dois países após mais de meio século de relações cortadas.  "A expansão de voos regulares à Cuba é uma tentativa óbvia de contornar a proibição a viagens turísticas à Cuba", disse Diaz-Balart. "Da mesma forma, a permissão para cruzeiros aportarem em portos cubanos iria violar o espírito da lei americana. Mais viagens à ilha significam mais dinheiro para sustentar os indivíduos e instituições que oprimem o povo cubano."

O projeto, que Diaz-Balart pretende incluir em uma outra pauta do Congresso, deve gerar controvérsia e uma possível ameaça de veto da Casa Branca. Ele também deve enfrentar resistência em comissões da Câmara dos Deputados, onde existe um sentimento positivo, mesmo entre republicanos conservadores, sobre o fim do embargo ao comércio e a viagens para Cuba.

A comunidade cubana de Miami, que se opõe ao regime dos irmãos Castro desde a sua instauração, tem tido uma influência descomunal sobre a política americana em relação à ilha desde as imigrações em massa, na década de 1980. "O Congresso não pode desviar o olhar enquanto o presidente Obama implementa políticas que dão dólares para uma ditadura anti-americana", disse Diaz-Balart. / ASSOCIATED PRESS
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