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Republicano visita campo de refugiados

Ben Carson, pré-candidato à Casa Branca, diz que imigrantes sírios deveriam ficar onde estão

O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2015 | 21h02

WASHINGTON - Depois de visitar um campo de refugiados sírios na Jordânia, o pré-candidato republicano à presidência dos EUA Ben Carson sugeriu que esses locais deveriam servir como solução a longo prazo para os milhões de refugiados do conflito na Síria. Além disso, uma parte desses imigrantes poderia ser absorvida por nações do Oriente Médio. “Não percebi nenhum grande desejo deles de vir para os EUA”, afirmou, em entrevista à Associated Press. 

“Há esses campos de refugiados que não estão completamento cheios e tudo que precisam são recursos para poder funcionar. Por que precisariam criar algo mais?”, afirmou Carson, reiterando sua posição de que os EUA não deveriam receber esses refugiados. 

O neurocirurgião aposentado visitou o acampamento de Azraq, no norte da Jordânia, sob fortes medidas de segurança. A visita foi fechada para jornalistas. Em seguida, ele disse que não confia na capacidade das autoridades para identificar potenciais terroristas. “O que aprendi é que cada um vai dar uma resposta diferente dependendo de qual é sua inclinação”, assinalou. “Sempre me oponho a realizar coisas desnecessárias, particularmente coisas desnecessárias, perigosas e caras.”

11 de Setembro. O adversário de Carson na chapa republicana e líder nas pesquisas de intenção de voto, o magnata Donald Trump, afirmou ontem que não vai se desculpar por suas declarações recentes relacionadas ao 11 de Setembro. Em um discurso na cidade de Birmingham, no Alabama, no dia 22, ele afirmou ter visto “milhares de muçulmanos em New Jersey festejando os ataques do 11 de Setembro”.

Hoje, em uma entrevista por telefone ao programa Meet the Press, do canal americano NBC, ele reiterou sua afirmação e acrescentou que estava “100% certo” quando deu a declaração. 

No Estado de New Jersey está concentrada a maior parte da população originária de países do Oriente Médio e muçulmanos, especialmente jordanianos, palestinos, sírios e libaneses. A declaração de Trump foi dada depois dos ataques em Paris, no dia 13, e muitos críticos o acusaram de contribuir com o clima de ódio nos EUA contra a comunidade muçulmana. / AP 

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