Republicanos apóiam nova estratégia de Bush para o Iraque

Legisladores do Partido Republicano ofereceram seu apoio à nova estratégia para o Iraque revelada na quarta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que anunciou um aumento do contingente militar americano no país.Em discurso à nação, Bush descartou a opção de uma retiradamilitar que, segundo ele, derrubaria o governo iraquiano.O senador John McCain, que desde o começo do conflito defendia um aumento do contingente no Iraque, disse que apoiava a decisão de Bush de enviar mais de 20 mil novos soldados. Eles vão reforçar a força atual, que tem cerca de 140 mil."Apóio o presidente. Esta é nossa melhor possibilidade devitória" no Iraque, disse McCain à rede de televisão CNN após o discurso de Bush. "É uma guerra que podemos vencer", insistiu.McCain alertou que a nova estratégia não garante vitória, "mas muito mais graves seriam as conseqüências de uma retirada".O senador Lindsey Graham também acredita que as conseqüências de uma derrota seriam péssimas. "Eu apóio o presidente. Sua estratégia é a melhor possibilidade que temos de vitória. Se abandonarmos a guerra, o grande vencedor será o Irã", apontou.Já o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, provávelcandidato presidencial pelo Partido Republicano nas eleições do próximo ano, disse que o Partido Democrata deve apoiar Bush na guerra."O sucesso ou fracasso no Iraque não é uma questão de política partidária. Trata-se de um assunto de segurança nacional", afirmou.Para Giuliani, que defendeu o envio de mais tropas, "o maisimportante é a mudança de estratégia, a atenção à segurança e a ênfase nas fórmulas políticas e econômicas, mais importantes que uma solução militar".O senador Gordon Smith apoiou a idéia do presidente de que os iraquianos assumam maiores responsabilidades no conflito para conduzir o país rumo à paz. "É necessário que os iraquianos sejam seus próprios policiais nas ruas, não as tropas americanas", disse.Smith, que criticou a guerra, pediu também ao Congresso quelibere os fundos necessários para continuar o conflito."Enquanto nosso comandante-chefe enviar forças à guerra, o Congresso deve dar carta aberta a nossas tropas. Retirar os fundos é desonesto e letal", acusou.

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