Republicanos apresentam contraproposta para lei de imigração

Republicanos conservadores ajustaram sua proposta alternativa para o programa de trabalho temporário para imigrantes ilegais nesta quarta-feira, enquanto democratas pressionam uma votação que colocaria a maioria dos imigrantes ilegais a caminho da cidadania. O presidente George W. Bush pediu ao Senado na quarta-feira que aprove rapidamente a lei que afeta milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos. Bush enfrenta divisões em seu partido Republicano sobre a questão da imigração e declarou que se trata de um "debate vital". A mais recente contraproposta feita pelo republicano John McCain e o democrata Edward M. Kennedy baseia a chance de cidadania, para os mais de 11 milhões de imigrantes ilegais do país, no tempo que eles estão em território americano. Aqueles que estão nos Estados Unidos antes de 7 de janeiro de 2004 - a grande maioria - podem se inscrever para o "green card", se pagarem as taxas e impostos, aprenderem inglês e mantiverem seus empregos. Dentre os membros desse grupo, aqueles que passaram pelo menos cinco anos no país teriam mais facilidade para conseguir a cidadania. Imigrantes mais recentes teriam outros obstáculos. Os que chegarem ao país depois da data limite seriam vistos como ilegais e provavelmente não seriam qualificados para tentar a cidadania. Trabalho temporário Bush disse que a lei deve incluir o programa de trabalho temporário, que permite a imigrantes ilegais continuarem no país trabalhando em empregos, que segundo ele, os americanos não aceitam. Contudo, o presidente afirmou que a legislação não deve incluir uma condição de anistia que ofereça cidadania automática. O projeto McCain-Kennedy tem grande apoio entre os democratas e alguns republicanos. Contudo vários membros do partido Republicano consideram a proposta como anistia e poderiam bloquear a votação. O senador democrata Harry Reid, bloqueou inúmeras tentativas de votação dos republicanos em emendas selecionadas. "Não precisamos fazer concessões". Segundo ele, deve haver uma nova votação teste na quinta-feira. Os democratas precisam de 60 votos para superar as objeções dos conservadores sobre a lei de imigração, aprovada pelo Comitê Judiciário do Senado. O senador democrata Dick Durbin reconheceu que os votos para resolver o debate e forçar uma votação final não estão lá, mas disse que o partido Democrata deve se movimentar pois teme que o líder da maioria no Senado, Bill Frist, deixe o tempo da proposta expirar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.