Republicanos criticam IRS em audiência na Câmara dos EUA

Os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos abriram com palavras duras a primeira audiência sobre o tratamento dado pelo Internal Revenue Service (IRS, a receita federal norte-americana) a grupos conservadores nesta sexta-feira, dizendo que mentiras foram contadas a Legislativo e que as revelações são "apenas a ponta do iceberg".

Agência Estado

17 de maio de 2013 | 13h02

O presidente do Comitê de Meios e Direitos, Dave Camp (republicano do Michigan) disse que houve outras violações no IRS, dentre elas a divulgação de informações confidenciais para a agência. Ele perguntou à receita quem decidiu tratar os grupos conservadores de maneira diferente, quem tinha ciência da prática, por que foi levada adiante por tanto tempo e por que o IRS não respondeu quando o Legislativo perguntou se os conservadores eram alvo de análise mais minuciosa.

"Apesar dos dois anos de investigação deste comitê, a receita federal nunca contou ao povo americano ou seus representantes sobre esta simples verdade", declarou Camp. "Na verdade, eles foram informados que nada disso estava acontecendo. Isto não é enganar, é mentir."

Steven Miller, ex-chefe da receita federal, foi o primeiro a ser ouvido na audiência desta sexta-feira.

"Senhor Miller, com todo o respeito, este abuso sistêmico não pode ser consertado apenas com uma renúncia", disse Camp a ele. "A realidade é que este não é um problema pessoal. Trata-se do problema de o IRS ser muito grande, muito poderoso, muito intrusivo e muito abusivo com os contribuintes honestos e trabalhadores."

O principal democrata do painel, senador Sander Levin (Michigan) pediu a renúncia de outro funcionário da receita, Lois Lerner, que dirige a unidade que confere isenção às organizações, mas também alertou os republicanos contra o uso da investigação para ganhos partidários. "Devemos buscar a verdade, não ganhos políticos", declarou ele.

Os republicanos passaram os últimos dias tentando ligar a conduta da receita federal ao presidente Barack Obama. Ele afirma que não sabia de nada a respeito até a última sexta-feira, quando Miller reconheceu, durante uma conferência, que grupos conservadores haviam sido recebido mais atenção, além de declarar que isso foi errado e pedir desculpas.

"Eu juro para vocês que no minuto em que eu soube a respeito meu principal foco foi assegurar que corrigiremos isso", declarou Obama na quinta-feira. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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