Republicanos dão sinal de que haverá acordo sobre dívida

Líderes do Partido Republicano ainda não chegaram a um acordo com a Casa Branca quanto à elevação do teto da dívida dos Estados Unidos, mas sinalizaram que não permitirão que o país declare calote de suas obrigações com credores. Ambos os lados têm negociado há semanas para compor um pacote de redução de déficit que ganhe apoio suficiente no Congresso e permita a elevação do teto da dívida. O limite máximo de endividamento tem que ser aumentado até 2 de agosto.

AE, Agência Estado

17 de julho de 2011 | 14h56

O diretor de orçamento da Casa Branca, Jacob Lew, e o senador Jon Kyl, republicano do Arizona, disseram separadamente hoje que o governo não irá declarar default de suas dívidas, mas sugeriram que o caminho para evitar tal situação ainda não está claro.

Fontes do governo acreditam que o rascunho de um acordo deve ficar pronto até a próxima sexta-feira para dar tempo suficiente para deputados e senadores aprovarem o novo teto. O diretor de orçamento Lew usou a palavra "armagedon" por três vezes hoje para descrever o que ocorreria num eventual calote dos EUA, dizendo que isso poderia provocar uma grande crise financeira. As taxas de juros aumentariam, assim como o custo de crédito para todos os norte-americanos, afirmou.

Enquanto isso, os republicanos disseram que a Casa Branca não trabalhou o suficiente para especificar onde os gastos serão reduzidos, tornando as negociações mais difíceis. "Não podemos votar em um discurso", disse o senador republicano Jim DeMint ao programa "Meet the Press".

Lew disse que todos os lados têm conversado desde quinta-feira, última vez que o presidente Barack Obama organizou uma reunião com líderes do Congresso para falar sobre o acordo, mas ele não mencionou prazos para que as negociações cheguem a fim. O senador Kyl, por sua vez, disse que a Casa Branca teve que abandonar sua "obsessão em aumentar impostos" e afirmou que os senadores republicanos não deixarão o país declarar default, sinalizando que um trato deve ser alcançado entre governo e oposição. As informações são da Dow Jones.

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