AP Photo/John Minchillo
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Alguns republicanos declaram voto em Hillary e outros abandonam o partido

Após a desistência de Ted Cruz em disputar a Casa Branca, certos membros do Partido Republicano alegam que sob nenhuma circunstância votarão no empresário

O Estado de S. Paulo

12 Maio 2016 | 07h00

Quando Ted Cruz inesperadamente desistiu da campanha presidencial na noite de quinta-feira, deixando apenas o empresário Donald Trump na disputa, os republicanos anti-Trump foram deixados a beira de uma espécie de abismo.

Agora alguns republicanos são forçados a refletir sobre uma pergunta que eles jamais pensaram que teriam que responder: quem eles apoiarão em uma disputa contra Hillary Clinton.

Segundo a revista Time, os republicanos se dividiram em três grupos: aqueles que garantem que jamais votarão em Trump, os que abandonarão o Partido Republicano e os que apoiarão Hillary.

Confira alguns republicanos que votarão na ex-secretária de Estado e suas justificativas.

Alto funcionário que atuou durante gestão de George W. Bush: “Ao menos ela não desgraçaria o país no primeiro dia. Não suporto ela de forma alguma, mas Trump está fora de cogitação.”

Tony Fratto, vice-secretário de imprensa também da gestão Bush (no Twitter): “Para os estúpidos: #NuncaTrump significa nunca nunca nunca nunca nunca, sob nenhuma circunstância, enquanto eu conseguir dizer nunca Trump. Entenderam?”

Ben Howe, editor assistente no portal conservador Red State (no Twitter): “Sou um conservador fiscal e social. Isso não mudará. Mas não votarei em um autoritário egomaníaco. Não.” E ainda acrescentou a hashtag #EstouComEla.

Mike Treiser, ex-funcionário da campanha presidencial de Mitt Romney (no Facebook): “Diante da intolerância, ódio, violência e mesquinhez, dessa vez, estou com ela.”

Mark Salter, ex-estrategista de John McCain (nas redes sociais): “Ele é um ser humano horrível.” “Estou com ela.”

Hillary parece pronta para aproveitar a oportunidade de ampliar sua base eleitoral. Um porta-voz da ex-secretária de Estado disse recentemente que ela poderia esperar o apoio “não apenas dos democratas e independentes, mas dos republicanos também”.

Após vencer as primárias em Indiana, Trump usou um tom conciliatório durante o discurso de vitória. “Queremos trazer unidade para o Partido Republicano”, disse o magnata.

Confira alguns republicanos que não votarão em Trump, mas não se posicionaram sobre um possível voto em Hillary.

Philip Klein, editor-chefe da revista Washington Examiner, postou uma foto no Twitter recentemente em que mostra que está se desfiliando do Partido Republicano. Contudo, ele disse mais tarde que ainda não apoiaria a democrata.

Kristen Soltis Anderson, uma das responsáveis por conduzir pesquisas de opinião pública no Partido Republicano, postou no Twitter: “Registrei-me como republicana quando eu tinha 18 anos porque pensei que livre mercado e liberdade eram importantes. Não tenho certeza o que 'republicano' significa hoje”.

Meghan McCain, filha do republicano John McCain - que concorreu à presidência dos EUA em 2008 e perdeu para Barack Obama -, definiu uma espécie de epitáfio para o Partido Republicano: “Acho que quando eu disse em 2012 que meu partido evoluiria ou morreria - era mais fácil escolher a morte”.

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