Republicanos divergem sobre corte de ajuda ao Egito

Congressistas republicanos estão divididos sobre se os Estados Unidos devem cortar a ajuda ao Egito em meio à crescente violência naquele país. O senador John McCain, do Arizona, renovou seu pedido neste domingo de que a ajuda seja cortada, uma vez que o exército egípcio continua atuando com violência contra manifestantes que pedem o retorno ao poder do presidente expulso Mohammed Morsi. "Para nós, sentar e assistir ao que está acontecendo é uma violação a tudo o que defendemos", disse McCain.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agência Estado

18 de agosto de 2013 | 13h10

O republicano Pete King, de Nova York, no entanto, disse que cortar a ajuda reduziria a influência dos EUA sobre o governo interino, que controla o acesso a fontes estratégicas, incluindo o Canal de Suez. "Estou relutante com o corte de ajuda", disse King, que lidera um panel na Câmara sobre Contraterrorismo e Inteligência.

A divisão ilustra as escolhas difíceis que estão diante do governo de Barack Obama em relação ao Egito, onde a ação severa do exército contra manifestantes já deixou pelo menos mil mortos desde a semana passada.

Os militares tiraram Morsi do poder no dia 3 de julho depois que milhões de egípcios tomaram as ruas pedindo pela sua saída, acusando-o de dar à Irmandade Muçulmana demasiada influência e de falhar em implementar reformas vitais ou impulsionar a economia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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