Republicanos dizem não temer confronto com Obama

Hillary Clinton é a democrata que osrepublicanos amam odiar, mas alguns estrategistas do partido deJohn McCain dizem não temer um confronto contra Barack Obama, ooutro pré-candidato democrata, na eleição de novembro. Muitos republicanos passaram muito tempo acreditando queHillary seria uma candidata mais fácil de derrotar, porque seucaráter polarizador e seu índice de rejeição afastariam osindependentes e mobilizariam os conservadores. Agora os governistas estão convencidos de que a longadisputa interna democrata lhes dá mais chances para novembro eexpõe fraquezas também de Obama. "Acho que ele tem queixo devidro, e vão bater forte nele", disse o especialistarepublicano em pesquisas Tony Fabrizio. O comportamento de Obama no Senado dos EUA e no Senado doEstado de Illinois serão ainda mais examinados numa campanhacontra McCain do que foram até agora, segundo Fabrizio. Obamafoi qualificado por uma revista como o senador mais liberal(esquerdista, no espectro político norte-americano) de 2007 "Ele se apresenta como um centrista moderado, mas se vocêolhar os seus votos, é difícil ver algo mais liberal. Ele émais liberal que Hillary Clinton", disse Fabrizio. As dúvidas citadas por Hillary quanto à falta deexperiência e adequação de Obama para o cargo decomandante-chefe das Forças Armadas serão retomadas, assim comoa polêmica envolvendo os sermões acalorados do pastor JeremiahWright, segundo os republicanos. Eles também apostam na fraqueza de Obama entre os eleitoresda classe trabalhadora e os hispânicos, e na possibilidade deque a prolongada disputa democrata desestimule a participaçãode independentes e de eleitores de Hillary. "Originalmente se achava que seria melhor concorrer contraHillary porque ela causa muita irritação na base republicana",afirmou Rich Galen, consultor do partido. "Mas não acho quepolíticos profissionais no lado republicano ainda tenham algumatorcida, porque não importa mais. Podemos bater qualquer um.Gostaríamos que a eleição fosse amanhã", afirmou. A questão de quem tem mais chances contra os republicanosem novembro é essencial para convencer os chamados"superdelegados" (dirigentes partidários e ocupantes de cargoseletivos) que devem decidir a convenção que vai indicar ocandidato democrata. Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, nesta semana,mostrou Hillary à frente de McCain em três Estados decisivos --Pensilvânia, Ohio e Flórida --, com um desempenho melhor que ode Obama. "As pesquisas estão refletindo os argumentos queestamos apresentando", disse Mark Penn, estrategista deHillary. A campanha de Obama diz que ele é capaz de reescrever omapa eleitoral, atraindo novos eleitores, os independentes eaté alguns republicanos, numa coalizão que ajudaria candidatosdemocratas em outras disputas no país.

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