Republicanos farão concessões para garantir "fast track"

Os líderes repúblicanos na Câmara de Representantes sinalizaram sua disposição para negociar novas concessões às indústrias siderúrgica, têxtil e de cítricos, bem como a outros interesses agrícolas, para garantir a aprovação da Autoridade de Promoção Comercial (TPA), o mandato de que o Executivo americano precisa para negociar novos acordos comerciais. Os líderes conservadores indicaram também que oferecerão novas iniciativas para proteger e promover os interesses dos trabalhadores americanos, no TPA e em outros projetos de lei. A votação está marcada para a próxima quinta-feira. A recusa do Congresso nos últimos sete anos em renovar o TPA , também conhecido como "fast track", tornou sua aprovação praticamente uma condição para os parceiros comerciais dos EUA sentarem-se à mesa com os negociadores americanos para discutir novos acordos. O embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, reiterou a posição do governo brasileiro em palestra ao National Foreign Trade Council. Ele disse que "sem o TPA, ficará muito difícil para o Brasil e para outros países iniciar a fase decisiva das negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca)", que começam no ano que vem. Barbosa acrescentou que o comissáio de comércio da União Européia, Pascal Lamy, manifestou posição idêntica em relação às negociações da nova rodada de liberalização comercial acertada na recente reunião ministerial da Organização Mundial de Comércio, em Doha. As emendas que o comando republicano e a administração Bush parecem dispostas a fazer no projeto de lei em discussão, para ganhar apoio dos democratas para o TPA, devem condicionar ainda mais a legislação e limitar a margem de manobra dos negociadores norte-americanos para fazer concessões em áreas importantes para o Brasil. "O bazar está aberto", disse um analista do congresso, referindo-se à decisão da administração de barganhar mudanças no projeto de lei e outros agrados pelos votos necessários para aprovar o TPA. Se a operação for bem sucedida, uma versão emendada do projeto de lei emergirá na Comissão de Constituição e Justiça, no início da semana que vem. Confiante no sucesso da operação, o líder da maioria na Câmara afirmou que "a votação não será adiada".

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