Jacquelyn Martin/AP
Jacquelyn Martin/AP

Republicanos querem mais informações sobre ataque em Benghazi

Casa Branca divulgou cerca de 100 páginas de e-mails sobre atentado à missão diplomática americana

Agência Estado

16 de maio de 2013 | 15h01

WASHINGTON - A Casa Branca divulgou cerca de 100 páginas de e-mails e anotações sobre o ataque contra a missão diplomática americana em Benghazi, Líbia, no ano passado. Mas a medida não satisfez os republicanos, que exigem mais informações sobre o episódio.

"Por que não divulgar todos os documentos secretos?", questionou o deputado Jason Chaffetz, republicano que integra o Comitê de Supervisão e Reforma do Governo. "O presidente tem dito repetidamente que quando receber mais informações, vai divulgar para o público. Por que não divulgar - em vez das escolhidas a dedo - todos os documentos secretos?"

Um porta-voz do presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse na quarta-feira que o partido espera que "esta divulgação limitada de documentos seja um sinal de que mais cooperação virá". O presidente do Comitê de Serviços Armados da Câmara pressiona o Pentágono para que divulgue mais detalhes sobre as ordens militares dadas por volta do horário do ataque e que aeronave militar estava na região.

Quatro americanos, dentre eles o embaixador Chris Stevens, foram mortos quando militantes invadiram a missão americana e o anexo da CIA em dois ataques noturnos em 11 de setembro de 2012.

Os republicanos acusam o governo Obama de enganar o povo americano sobre as circunstâncias, minimizando um ataque terrorista que teria reflexos ruins na campanha de reeleição de Obama. O presidente negou as acusações de tentar encobrir o caso e deu a entender, na segunda-feira, que as críticas tiveram motivos políticos.

Oito meses após o ataque, a questão continua a ser usada pela base republicana em seus ataques ao presidente. Integrantes da base republicana e grupos externos pressionam Boehner a indicar um comitê especial de investigação. Republicanos em cinco comitês da Câmara tentam abrir seus próprios inquéritos e prometem convocar mais testemunhas para falar em público, dentre elas um diplomata veterano e um almirante reformado que conduziram uma análise independente sobre o ataque, que faz duras críticas ao Departamento de Estado pela insuficiência de segurança na instalação. As informações são da Associated Press. / AP

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