Republicanos querem reforma migratória nos EUA até o fim do ano

A grande maioria dos eleitores republicanos acha que a imigração ilegal é um problema muito grande que deve ser resolvido antes de 2007, e que a solução deveria incluir uma abertura para a legalização dos imigrantes em situação irregular.Estas são as principais conclusões de uma pesquisa apresentada pelo Instituto Manhattan, um centro de análise de caráter conservador, realizada pela empresa The Tarrance Group envolvendo 804 pessoas que provavelmente votarão no Partido Republicano.De cada quatro entrevistados, três acham "extremamente" ou "muito importante" que o Congresso dos EUA conclua a reforma migratória antes do fim do ano. No entanto, a atitude de realizar, por todo o país, uma série de audiências consultivas sobre a reforma - decisão anunciada pelos republicanos na Câmara de Representantes - pode atrasar a aprovação de uma legislação até o ano que vem.Cerca de 80% dos consultados apóiam o reforço das fronteiras e punições mais severas para os imigrantes ilegais, mas quase a mesma porcentagem acha que é preciso abrir um programa de legalização para os imigrantes ilegais que trabalham, pagam impostos, aprendem inglês e esperam a regularização de sua situação.Linhas mestrasEssas são as linhas mestras da proposta de reforma migratória que o Senado aprovou em maio, que agora devem ser harmonizadas com o projeto da Câmara de Representantes, que se concentra em medidas restritivas. O presidente George W. Bush apoiou, desde o início, a iniciativa de parte do Senado, que prevê a criação de um programa de trabalhadores temporários.A maioria dos eleitores potenciais se opôs a uma hipotética deportação dos imigrantes ilegais. Com relação à polêmica sobre se o projeto da Câmara Alta pode ser considerado uma anistia, 48% dos entrevistados disseram que não, enquanto 39% afirmaram que sim. No entanto, a maioria (62%) entre os que opinam que se trata de uma anistia apóiam, mesmo assim, a medida. Entre as maiores preocupações dos americanos entrevistados, a imigração fica em segundo lugar, atrás apenas da segurança nacional.

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