Republicanos tentam barrar novo secretário

Chuck Hagel foi nomeado secretário da Defesa por Barack Obama, mas Congresso tem de aprová-lo para o cargo

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h07

Uma batalha estava em curso na tarde de ontem no Congresso americano em torno da nomeação do ex-senador republicano Chuck Hagel para o posto de secretário de Defesa. Republicanos impunham obstáculos para sua aprovação pelo Comissão de Serviços Armados do Senado e, para o caso de serem vencidos nessa etapa, planejavam levar a batalha ao plenário da Casa. Os líderes democratas pressionavam sua bancada e agendavam para a noite de hoje a votação definitiva do Senado.

"Há uma série de coisas que enervam muitos de nós sobre a escolha (de Hagel) quando o mundo está em chamas", afirmou o senador republicano Lindsey Graham, durante a tensa votação da comissão. "Alguns membros desse comitê se opõem fortemente à política externa do presidente (Barack) Obama. Mas nosso voto em favor da nomeação de Hagel não mudará essas políticas", disse o senador democrata Carl Levin.

Enquanto a comissão não decidia, o senador republicano Jim Inhohe tentava impedir a aprovação de Hagel no plenário. Ele reivindicara o uso de um procedimento segundo o qual seriam necessários 60 votos - e não a maioria simples, de 51 - para a confirmação do novo secretário da Defesa. Essa jogada leva em consideração o fato de a bancada democrata, embora majoritária, contar com 53 votos e de 2 de senadores independentes. Mesmo minoritários, os senadores acabariam fazendo valer sua oposição.

Em sua sabatina, no dia 7, respostas sobre temas estratégicos atuais, caros à comissão, como a defesa de Israel, a questão nuclear do Irã e os desafios no Norte da África, decepcionaram. Hagel já criticou a invasão dos EUA ao Iraque, em 2003, e o aumento de tropas no Afeganistão, no fim de 2009. / D.C.M.

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