Requião defende ajuda imediata do Brasil à Argentina

O presidente da Comissão Parlamentar do Mercosul, senador Roberto Requião (PMDB-PR), defendeu a ajuda imediata do Brasil à Argentina. Ele disse que o governo brasileiro poderia abrir o mercado nacional para produtos genuinamente argentinos. "É preciso reforçar essa parceria, porque só assim poderemos enfrentar os grandes mercados", disse Requião.Felizmente, segundo o senador, o governo brasileiro parece estar mudando sua forma de ver a Argentina. "Tenho informações de que o nosso vizinho não é mais encarado como um adversário, mas como um amigo que necessita de ajuda", disse. Ele acha que o auxílio brasileiro ficará limitado à abertura do mercado aos produtos do vizinho, como maneira de incentivar a recuperação da economia da Argentina. "O Brasil não tem condição de dar ajuda financeira a ninguém, nem a seus próprios empresários", afirmou.Requião disse ainda que a retomada do crescimento da Argentina é fundamental para a manutenção do Mercosul e para futuras parcerias com outros países. Ele defendeu a idéia de que o Brasil e o Mercosul devem rejeitar a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). "A Alca está sendo criada pelos Estados Unidos para destruir mercados como os do Brasil e da Argentina". Segundo Requião, os Estados Unidos deram US 171 bilhões de incentivos a seus agricultores e estão subsidiando as aciarias do Oregon, todas falidas, só para impedir as importações de produtos sul-americanos.No que diz respeito à Argentina, a Comissão Mista do Mercosul segue a tendência já manifestada pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Lafer, e do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, de que é hora de mostrar solidariedade à Argentina. Na sexta-feira, em Washington, eles mantiveram contatos com representantes do governo norte-americano. Pediram que o governo de George W. Bush tenha uma atitude mais construtiva em relação à Argentina.

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