Resgate busca sobreviventes no Paquistão; já são 47 mortos

Cerca de 270 pessoas ficaram feridas na explosão, que destruiu o hotel; número de vítimas deve subir

BBC

21 de setembro de 2008 | 07h54

A explosão, que teria sido causada por um caminhão-bomba, deixou uma cratera de seis metros em frente ao local. A maioria das vítimas era paquistanesa, mas o embaixador da República Checa está entre os quatro estrangeiros mortos, junto a um cidadão americano, um alemão e um vietnamita. Pelo menos 12 estrangeiros ficaram feridos.  Veja também:Já são 47 mortos no atentado de IslamabadPaquistão não tolerará invasões, diz presidenteAtentados matam pelo menos oito no PaquistãoAssista ao vídeo Gustavo Chacra: Paquistão será pesadelo dos EUA  Segundo a correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, os serviços de emergência ainda não haviam alcançado os andares mais altos do prédio no domingo de manhã, onde teme-se que muitas pessoas tenham ficado presas.  Desabamento  O hotel, que tem segurança reforçada, foi atacado por volta de 20h00, hora local (meio-dia em Brasília), quando um caminhão explodiu na entrada, depois de ter sido parado para uma revista de segurança, segundo informou a direção do Marriott.  A explosão danificou a estrutura de metal e concreto e provocou um incêndio que queimou os 290 quartos dos cinco andares do prédio e durou até a manhã de domingo. Testemunhas descreveram cenas de horror, com corpos cobertos de sangue sendo retirados dos escombros e hóspedes e funcionários correndo para buscar abrigo.  As equipes de resgate estão fazendo buscas em cada quarto do Marriott, mas o trabalho está sendo prejudicado pelo calor e alguns focos de incêndio, segundo informações da agência de notícias Associated Press.  As autoridades advertiram que o edifício pode desabar por causa do incêndio.  Há informações de que havia pelo menos 200 pessoas quebrando o jejum do Ramadã - o mês sagrado dos muçulmanos - nos cinco restaurantes do hotel, na hora do atentado.  O ataque ocorreu pouco depois de o primeiro ministro, Asif Ali Zardari, prometer combater o terrorismo, em seu primeiro discurso no Parlamento desde que foi eleito, no mês passado.  Depois do atentado, ele disse em um comunicado transmitido pela TV: "Isto é uma epidemia, um câncer que temos que arrancar do Paquistão. Não vamos ter medo desses covardes".  EUA  Até agora, ninguém assumiu a autoria do atentado, mas segundo o correspondente da BBC em Islamabad Shoaib Hasan, os principais suspeitos são os integrantes do Talebã no Paquistão, que operam no noroeste do país.  O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condendou o atentado e prometeu assistência.  Ele disse que a explosão ressalta a "constante ameaça enfrentada pelo Paquistão, pelos Estados Unidos e por todos aqueles que se opõem ao extremismo violento".  Bush disse ainda que os EUA "vão ajudar o Paquistão a confrontar esta ameaça e trazer os responsáveis perante a Justiça". O Marriott Hotel era um dos mais prestigiados da capital e era popular entre estrangeiros e a elite paquistanesa.  Ele ficava próximo a prédios do governo e de missões diplomáticas, e a segurança era reforçada, com hóspedes e veículos sujeitos a revistas.  O hotel, no entanto, já havia sido alvo de militantes e no ano passado um extremista suicida provocou a própria morte e de mais uma pessoa em um atentado no prédio.

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