Divulgação/Governo Chileno/AP
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Resgate de mineiros no Atacama pode terminar ainda hoje, diz Piñera

De acordo com presidente chileno os prazos para retirar os trabalhadores da mina diminuíram

AE, Agência Estado

13 de outubro de 2010 | 12h03

O resgate dos 33 mineiros presos na mina de San José, no norte do Chile, pode terminar antes do esperado, disse hoje o presidente chileno, Sebastián Piñera.

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Inicialmente, o governo previa que o último mineiro fosse resgatado amanhã, mas a operação está mais rápida que o previsto, observou Piñera.

"Nós estamos agora trazendo um mineiro a cada 40 minutos, o que dá três mineiros a cada duas horas", disse Piñera em entrevista à imprensa, ao lado do presidente boliviano, Evo Morales, na mina.

Piñera acrescentou que, se o ritmo for mantido, a operação de resgate pode terminar no fim desta noite.

"Os prazos diminuíram, agora estamos recuperando três mineradores a cada duas horas. Pode ser que terminemos hoje", detalhou o presidente.

 

A operação, que começou na terça-feira e já devolveu à superfície mais da metade dos 33 trabalhadores que ficaram presos.

 

Até as 14h52 desta quarta-feira já eram 18 os trabalhadores içados à superfície pela cápsula "Fênix 2", desde que a 00h10 foi resgatado o primeiro: Florencio Ávalos, de 31 anos.

 

O número 18 foi Esteban Rojas, de 44, que havia prometido se casar com a namorada se escapasse da mina.

 

A cápsula "Fênix 2" teve apenas uma pausa desde o início do processo, para trabalhos de manutenção que levaram 48 minutos, segundo os encarregados do resgate.

 

O ministro de Saúde chileno, Jaime Manalich, adiantou que os trabalhadores resgatados estão em boas condições e que mesmo os que ainda permanecem sob a terra apresentam ânimo tranquilo.

 

Manalich também confirmou que todos os mineradores ficarão hospitalizados em Copiapó por pelo menos dois dias e considerou "pouco provável" que algum deles "se negue a receber estas medidas

mínimas de precaução".

 

O maior desafio era o resgate de Mario Gómez, que com 63 anos é o mais velho do grupo. Gómez, que tem doenças respiratórias e hipertensão, no entanto, não apresentou problemas aparentes após abandonar a cápsula de evacuação.

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