Resgate de mineradores na Nova Zelândia só será retomado com segurança total

Operação de resgate continua paralisada pelo perigo de incêndios subterrâneos que o gás metano poderia provocar

Efe,

21 de novembro de 2010 | 10h55

 

SYDNEY - As equipes de salvamento anunciaram neste domingo, 21, que não irão resgatar os 29 mineradores soterrados na Nova Zelândia até a confirmação de que o gás presente na jazida não representa um risco.

 

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"Não colocarei meus funcionários em perigo até que tenhamos certeza de que não vá haver explosões", indicou o diretor do serviço nacional de emergências, Trevor Watts, destacando que, para ele, os trabalhadores são "como irmãos".

 

Watts afirmou que sua equipe está pronta para descer à galeria da mina assim que for possível e desde que as análises confirmem que o gás não é perigoso.

 

Russell Smith, um dos sobreviventes da tragédia, disse que se salvou porque chegou tarde ao trabalho e não tinha descido à mesma profundidade que a maioria de seus companheiros quando ocorreu a explosão na sexta-feira.

 

Ele também falou que houve várias explosões. "As explosões foram ocorrendo uma atrás da outra. Agachei-me para me proteger dos escombros", assinalou à televisão neozelandesa. Smith conseguiu sair da mina por conta própria, junto ao colega Daniel Rockhouse.

 

A operação de resgate continua paralisada pelo perigo de incêndios subterrâneos que o gás metano poderia provocar. "As mostras que analisamos indicam que há uma espécie de aquecimento subterrâneo, algum tipo de combustão com os gases", assinalou Peter Whittall, executivo-chefe da empresa proprietária da mina, Pike River. Whittall declarou que ainda não é seguro enviar as equipes de salvamento ao fundo da mina.

 

Na noite deste sábado, a operação foi suspensa pela segunda vez consecutiva, quando a escuridão obrigou a interrupção da extração de ar do interior da mina e por causa do risco de nova explosão de gás metano.

 

Os 29 trabalhadores soterrados permanecem incomunicáveis. Eles não se alimentaram 48 horas depois da forte explosão que causou o acidente, mas têm água e provavelmente se encontram dentro de algum dos túneis aos quais se está bombeando ar fresco da superfície.

 

A empresa Pike River acredita que os mineradores estejam a 150 metros da superfície, mas a 2,5 quilômetros da entrada da jazida, localizada na ilha Sul da Nova Zelândia.

 

As famílias das vítimas lotaram as igrejas da localidade de Greymouth, próxima à mina, para rezar pelos mineradores. Os 29 trabalhadores soterrados têm entre 17 e 62 anos. Entre eles, há três britânicos, dois australianos e um sul-africano.

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