Resgate dos corpos de mineradores neozelandeses poderá levar meses

29 trabalhadores ficaram seis dias presos sob a terra e foram dados por mortos na quarta-feira

Efe

25 de novembro de 2010 | 02h20

SIDNEY - O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, advertiu nesta quinta-feira, 25, que poderá durar meses o resgate dos corpos dos 29 mineradores que morreram na jazida de Pike River, em um dos piores acidentes do setor no país.

Os trabalhadores, que ficaram seis dias presos sob a terra, foram dados por mortos na quarta-feira, após uma segunda explosão de gás dentro das galerias.

Key disse que experiências internacionais precedentes mostraram que a operação poderá levar "alguns meses" e indicou que no interior dos poços ainda há elevadas concentrações de gases voláteis.

"O resgate tem que ser feito de modo que seja seguro para aqueles que realizarem esta missão", acrescentou Key, que viajou a Greymouth para prestar solidariedade aos familiares das vítimas.

A Nova Zelândia vive nesta quinta-feira um dia de luto, com as bandeiras a meio mastro, enquanto as autoridades iniciaram várias investigações para esclarecer as causas do acidente.

"Necessitamos de respostas sobre o que aconteceu em Pike River. É evidente que algo foi terrivelmente mal e custou a vida de 29 pessoas", disse o primeiro-ministro.

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