AP/Divulgação
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Resgate no Chile custou US$ 22 mi

Segundo o jornal La Tercera, custo supera dívidas da empresa dona jazida San José

Efe,

13 de outubro de 2010 | 15h49

SANTIAGO - Ao todo, a operação de resgate dos mineradores chilenos presos desde o dia 5 de agosto na jazida de San José custou US$ 22 milhões, conforme os números divulgados nesta quarta-feira, 13,  pelo jornal chileno "La Tercera".

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Grande parte da operação de resgate afetou milionários contratos de serviços e abastecimento entre as empresas provedoras e as grandes companhias mineradoras, segundo a investigação.

Este número, no entanto, não inclui a manutenção do acampamento "Esperanza", onde nos últimos dias, entre jornalistas e familiares, reuniu cerca de 3 mil pessoas.

Segundo o jornal, o nível de despesa no resgate dos 33 mineradores superaria as dívidas da empresa San Esteban, a companhia proprietária da jazida San José, que chegam a US$ 19 milhões.

A estatal Corporação do Cobre (Codelco), a maior produtora de cobre do mundo, desembolsou para esta operação US$ 15 milhões, o que representa 75% do montante total do resgate.

Estes recursos foram usados para financiar os veículos e equipamentos, a construção de obras civis e a implementação das equipes tecnológicas e de comunicações, assim como para pagar aos operários que intervieram no processo de resgate.

Segundo o diário "La Tercera", as mineradoras privadas Collahuasi, Escondida e Anglo American, entre outras, também financiaram equipes e dispuseram de analistas para resgate, com uma contribuição total de US$ 5 milhões.

Um dos maiores custos que assumiram as empresas privadas foi o uso da perfuradora SchraamT-130, a máquina que conseguiu chegar até os 630 metros de profundidade e cuja operação diária custava ao redor de US$ 18 mil.

Segundo o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, anunciou que o Governo fará todo o possível para recuperar os recursos investidos no resgate dos 33 mineradores presos na mina San José.

Após a confirmação de que todos os mineradores estavam vivos, Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny, proprietários da companhia San Esteban, dona da jazida San José, não retornaram ao "acampamento Esperanza".

Na semana passada voltaram a Copiapó, para tramitar um empréstimo de 180 milhões de pesos (US$ 371 mil) que a Empresa Nacional de Mineração efetuou à empresa San Esteban para que pagasse os salários de setembro de 300 trabalhadores que ficaram sem trabalho após o desmoronamento na mina.

Por outro lado, os familiares de 26 dos 33 mineradores acidentados apresentaram reclamações contra dos donos da jazida por 4,9 bilhões de pesos e contra os funcionários estatais por prevaricação.

Em 26 de agosto, a Justiça chilena ordenou reter 900 milhões de pesos (US$ 1,7 milhão) da empresa mineira San Esteban.

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