Resgate no Líbano está cada vez mais difícil, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que acompanha o resgate de brasileiros na região de conflito no Oriente Médio, reconheceu na manhã desta quarta-feira que a situação para a retirada pode ficar ainda mais difícil se o conflito se intensificar. Ainda assim, Amorim ressaltou que o governo brasileiro está fazendo tudo o que está dentro de seu alcance. O chanceler ouviu relatos sobre os riscos que os brasileiros correram ao deixarem o Líbano no comboio organizado pelo governo. Isso, no entanto, não impediu novos pedidos para que o Itamaraty prossiga retirando os brasileiros da zona atingida pela guerra. "Há muita gente por lá ainda", disse Amir Taha, um dos brasileiros que conseguiu sair do Líbano e que já embarcou para o Brasil. Em entrevista à TV Globo, o ministro destacou que o governo israelense não deu garantias de segurança para a saída dos brasileiros. "Eles têm tido boa vontade, mas garantias não deram. Sabemos do risco, mas graças a Deus não houve nenhuma tragédia", disse. Uma possível solução para o problema veio mais tarde nesta quarta-feira, quando o governo de Israel sugeriu que o governo brasileiro passe a utilizar os corredores que serão abertos no Líbano para o envio de água, alimentos e ajuda humanitária para a população libanesa. Assim, os comboios de ônibus brasileiro poderiam deixar o Líbano através dessas rotas.Ainda segundo Amorim, o Brasil também está acolhendo cidadãos que não têm o passaporte brasileiro. Nesta quarta-feira, o governo espera receber em Adana de 550 a 600 brasileiros.O vôo desta quarta-feira, que trará 225 passageiros de Damasco, na Síria, pela empresa de aviação TAM, tem previsão de chegada para 18 horas em Recife e 22h15 em São Paulo.O ministro viajou para a Turquia para acompanhar o plano de retirada de brasileiros que estão no Líbano. Na manhã desta quarta-feira, o governo turco anunciou que está disposto a abrigar mil brasileiros nos colégios de Adana.Texto atualizado às 15h10

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