Residentes de Kandahar fogem e contam como está a situação

Vários afegãos que fugiram da fortaleza taleban de Kandahar contaram que o pânico e o caos tomaram conta de partes da cidade, mas que em outros locais a calma prevalecia. "Perto do aeroporto, onde eu vivo, a situação estava muito ruim", afirmou Deen Mohammed, um lojista que acabara de chegar à cidade paquistanesa de Chamam, a 120 quilômetros a sudeste de Kandahar. Ele afirmou não ter visto qualquer morto ou ferido em sua cidade. "O aeroporto foi atacado mais uma vez hoje, e havia fumaça por todo lado", relatou Mohammed, que já havia enviado a família ao Paquistão antes do início dos bombardeios. "As pessoas estavam abandonando suas casas e fugindo para onde podiam". Gul Ahmed, um carpinteiro de Kandahar, disse que também vivia ao lado do aeroporto e que fugiu para salvar a sua vida durante os ataques da manhã de hoje. Apesar dos bombardeios, Hayatullah, um outro lojista que como muitos afegãos têm apenas um nome, relatou que várias lojas na rua do comércio de Kandahar estavam abertas hoje. "As pessoas estão com medo, mas não há pânico em partes da cidade que não sofreram ataques", disse ele, acrescentando ter fugido para o Paquistão para se unir à família, que havia chegado antes. Pela primeira vez desde o início dos ataques militares liderados pelos EUA contra o Afeganistão, no domingo, houve um grande número de pessoas que chegou a Chaman de Kandahar. Todos os que chegaram hoje, a maioria de jovens, afirmaram que saíram livremente do Afeganistão. "O Taleban está muito ocupado para se preocupar com o que as pessoas estão fazendo", disse Hayatullah. Leia o especial

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