Resistência pacífica cresce entre palestinos

Em uma das regiões mais conturbadas do mundo, formas menos violentas de resistência à ocupação israelense vêm ganhando força e atraindo grandes ícones pacifistas. Depois da visita de Rajmohan Gandhi, neto do líder da independência indiana Mahatma Gandhi, dias atrás foi a vez de Martin Luther King III, filho do ativista pelos direitos civis nos EUA, transmitir sua mensagem à região. "Israelenses e palestinos têm grande potencial para mostrar ao mundo onde ocorrerá o próximo grande caso de não-violência" disse o filho do ativista Martin Luther King Jr. em uma conferência sobre a resistência pacífica realizada em Ramallah.

AE, Agência Estado

25 de abril de 2010 | 11h53

Os palestinos têm buscado formas alternativas de resistência à ocupação israelense. Outdoors de 20 metros de comprimento com o desenho de um dedo apontado e a mensagem "Sua consciência, sua escolha" foram espalhados pela Cisjordânia, como parte de uma campanha de US$ 2 milhões que visa a mobilizar a população palestina contra a compra de bens provenientes de colônias judaicas. Os palestinos, assim como boa parte da comunidade internacional, consideram esses produtos ilegais.

"Temos de dar ao cidadão comum a opção de mostrar sua objeção à ocupação de maneira não violenta e produtiva. Retirar da geladeira produtos provenientes das colônias é uma delas", afirma Hitham Kayali, coordenador do Fundo Karama de Autonomia Nacional, responsável pela campanha. "Nós ensinamos como reconhecer produtos dos assentamentos, que muitas vezes são camuflados como produtos israelenses - estes continuam sendo legais e bem-vindos", afirma Kayali. A meta é eliminar a circulação das cerca de 200 marcas de produtos provenientes de colônias judaicas até o fim do ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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