Resolução da Cisjordânia começa em "poucos dias"

A resolução oficial aprovada para outorgar uma maior liberdade de movimento à população palestina da Cisjordânia será colocada em prática "em poucos dias", e em forma progressiva, informaram hoje fontes do Governo e do ExércitoIsraelenses.As medidas, destinadas a aliviar o peso das restrições a cerca de 2,5 milhões de palestinos nesse território ocupado, foram aprovadas nesta segunda-feira pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o titular da Defesa, Amir Peretz, em reunião conjunta com representantes do Exército e outros organismos de segurança.As medidas, prometidas por Olmert ao presidente palestino Mahmoud Abbas, durante reunião realizada no sábado em Jerusalém, não terão vigência na Faixa de Gaza, sob controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e suas forças de segurança.O plano prevê a eliminação de 98 postos de controle militar e barreiras físicas em suas rotas e estradas.A princípio serão suspensos 27 postos de controle militar para a passagem de pessoas e veículos palestinos e a eliminação de 49 aterros, barreiras físicas que cortam o trânsito em estradas do interior da Cisjordânia, entre aldeias e centros urbanos palestinos.Na segunda etapa do plano, serão suspensas as atividades de outros 22 postos militares de controle destinados atualmente a inspeções de segurança, pessoa por pessoa e veículo por veículo, coma previsão de que poderiam transportar armas ou explosivos. Em outros 16 postos fixos de vigilância militar, as inspeções serão aleatórias e não abordarão todos os veículos que atravessá-los.Além disso, serão removidas dezenas de aterros que impedem o transito por rotas interiores entre aldeias rurais e centros urbanos palestinos.As autoridades militares pertinentes de Israel estudavam nesta segunda-feira em quais pontos das rotas e estradas da Cisjordânia serão suspensas asbarreiras, muitas delas entre aldeias e cidades palestinas, enquantoesperavam receber as ordens para executá-las.As Forças Armadas "examinam os aspectos relacionados com a segurança, e o Poder Executivo, em uma visão global, deve tomar em conta os riscos", disse uma fonte militar.As autoridades militares israelenses consideram que a Cisjordânia, "colada" geograficamente às grandes cidades do centro de Israel, é um território de risco para a segurança da população civil, e por este motivo se opuseram a impor nesse território o cessar-fogo pactuado em 26 de novembro na Faixa de Gaza.Alguns dos postos de controle permanentes se transformarão em controles das rotas e em outros servirão para procurar armas e explosivos em parte dos veículos palestinos.O plano oficial também prevê o aumento de permissões de trabalho em Israel a pessoas que fazem trabalhos por um dia na Cisjordânia, imersa em uma grave crise econômica devido ao boicote internacional contra o Governo do primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Movimento Islâmico Hamas; essa medida não beneficiará os operários da faixa autônoma de Gaza.Além disso, poderá viajar ao mercado israelense, e em particular a Jerusalém pelo "muro de segurança", um maior número de empresários, e se abrirá a rota do vale do rio Jordan, que liga Tiberíades, no norte de Israel, com a cidade cisjordaniana de Jericó, para o trânsito de mercadorias palestinas.As autoridades militares não descartam a possibilidade de restabelecer suas operações no território de Gaza se os ataques palestinos com foguetes Qassam continuarem contra a cidade de Sderot, onde Peretz vive, e outras localidades do sul de Israel no deserto de Neguev.

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