Resolução do Conselho de Segurança seria "perigoso"

Apresentar uma resolução do Conselho de Segurança para obrigar o Irã a parar suas atividades de enriquecimento de urânio seria "perigoso", declarou o embaixador chinês à ONU neste sábado em Chicago, EUA. O embaixador Wang Guangya, que neste mês preside o Conselho de 15 membros, não adiantou se a China vetaria ou não um projeto de resolução baseado no Capítulo 7 da Carta da ONU, que diplomatas dos países ocidentais anunciaram que apresentariam na próxima semana. O capítulo 7 da Carta da ONU, que é invocado sempre que há ameaças à paz e à segurança internacional, pode abrir o caminho a sanções ou inclusive uma ação militar. Wang afirmou que a China, apesar de "preocupada", não qualifica a situação como uma ameaça à segurança internacional. Wang reiterou a necessidade de encontrar uma solução diplomática para a situação e afirmou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é a organização melhor capacitada para garantir que o Irã cumpra com o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). A crise com o Irã se agravou na sexta-feira com a entrega ao Conselho de Segurança da ONU do novo informe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre as atividades nucleares de Teerã. O texto, claramente negativo para o Irã, afirma que o país não cessou o enriquecimento de Urânio, como a AIEA e a ONU haviam lhe solicitado, e não cooperou plenamente com a agência das Nações Unidas.

Agencia Estado,

30 Abril 2006 | 02h53

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