Andres Quezada/REUTERS
Andres Quezada/REUTERS

Resort no Chile tem protestos violentos após morte de artista de rua pela polícia

Homem foi abordado, se recusou a fornecer sua identidade e foi alvejado; manifestantes atearam fogo em prédios públicos, incluindo a prefeitura

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2021 | 15h49
Atualizado 06 de fevereiro de 2021 | 17h52

SANTIAGO - Fortes protestos foram registrados em um popular resort no sul do Chile depois que um policial atirou e matou um artista de rua em Panguipulli, uma vila normalmente pacata.

Manifestantes atearam fogo em prédios públicos na noite de sexta-feira, 5, incluindo a prefeitura.  Eles também montaram barricadas com fogo e atiraram pedras na delegacia, de acordo com relatos oficiais e da imprensa local.

O crime chocou os moradores. O policial acusado da morte, que não teve o nome divulgado, atirou à queima-roupa contra Francisco Martínez, um malabarista que se apresentava nas ruas da vila, na sexta-feira, 5, à tarde, na presença de muitas testemunhas.

O policial passou neste sábado, 6, por uma audiência de custódia que foi transmitida pela internet. Ele ficará preso pelo menos até segunda-feira, 8, quando o Ministério Público apresentará as acusações e começará a investigação do caso.

A morte de Martínez ocorreu quando ele  foi abordado por dois policiais, que pediram seu documento de identidade. O jovem se recusou a mostrá-la e começou uma discussão. Um dos policiais sacou a arma e atirou no pé do rapaz. O artista de rua então investiu contra o policial que voltou a atirar nele, segundo imagens divulgadas nas redes sociais.

O prefeito de Panguipulli, Rodrigo Valdivia, disse à imprensa local que a vítima era uma pessoa tranquila e que lamenta os protestos violentos. A polícia apoiou o agente alegando que ele usou sua arma em "legítima defesa". 

Após os atos, governo do presidente Sebastian Piñera convocou uma reunião de emergência neste sábado, 6. O protesto foi o mais violento desde 2019, quando milhares foram às ruas para protestar por justiça social e contra a repressão da força policial (Carabineiros do Chile).

A polícia chilena  disse que os protestos retardaram o processo de coleta de provas.

O ministro do Interior, Rodrigo Delgado, que reuniu sua equipe para discutir o caso, condenou o incêndio criminoso e prometeu que a justiça seria feita no caso da morte do rapaz.  “Lamentamos profundamente que uma operação policial termine com a morte de uma pessoa”, disse.

Panguipulli é mais conhecida por suas fontes termais próximas, lagos alimentados por geleiras e vulcões. / REUTERS e AFP

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