Responsáveis por ataques a líderes timorenses se entregam

Quatro soldados teriam admitido a participação nos atentados contra o premiê e o presidente do Timor Leste

Efe,

22 de março de 2008 | 10h25

Quatro militares rebeldes do grupo que participou dos ataques contra o primeiro-ministro e o presidente timorense, José Ramos-Horta, se entregaram nesse sábado, 22, às forças de segurança, afirmou o premiê timorense, Xanana Gusmão. Os rebeldes se renderam em uma delegacia de Polícia nos arredores de Aileu, localidade ao sul de Díli, a capital timorense.   Veja Também Ramos Horta deixa hospital cinco semanas após atentado Leia entrevista de Ramos-Horta ao 'Estado' Ramos-Horta é figura central há 30 anos Miséria e violência: combustíveis da crise   Em declarações divulgadas pela imprensa australiana, Gusmão disse que os quatro soldados rebeldes reconheceram, após se entregar, que haviam participado dos ataques cometidos em 11 de fevereiro contra ele e o presidente timorense.   Em um dos ataques, Ramos-Horta ficou gravemente ferido após levar três tiros. Gusmão, que saiu ileso do ataque, ressaltou que esta rendição pode incentivar os outros militares rebeldes a decidir se entregar.   Na semana passada, o primeiro-ministro disse que o diálogo com os rebeldes, agora liderados por Gastão Salsinha, estava esgotado e que a via militar era a única saída. Os tribunais timorenses emitiram 23 ordens de detenção contra militares rebeldes que teriam participado dos dois ataques.   Salsinha era o braço direito do ex-chefe rebelde Alfredo Reinado, morto a tiros durante o ataque a Ramos-Horta, que na segunda-feira passada recebeu alta do Hospital Real de Darwin, onde estava internado, na Austrália.

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