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(Photo by Giorgio VIERA / AFP)
(Photo by Giorgio VIERA / AFP)

Edifício que desabou parcialmente em Miami é demolido antes de tempestade

Embora tenha sido levantada a hipótese de falha na manutenção do prédio, ainda não há uma resposta clara sobre a causa do desabamento

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2021 | 07h22

SURFSIDE - Dez dias depois do desabamento da maior parte da estrutura, o restante do edifício de 12 andares em Surfside, perto de Miami, foi demolido na noite de domingo, 4, com uma explosão controlada, antes da chegada da tempestade tropical Elsa à Flórida.

A busca por vítimas foi suspensa no último sábado para preparar a demolição. O balanço provisório da catástrofe é de 24 mortos e 121 desaparecidos.

A demolição controlada aconteceu pouco depois das 22h30 local (23h30 de Brasília).

A maior parte do edifício de 12 andares Champlain Towers South desabou nas primeiras horas de 24 de junho, levantando uma enorme nuvem de poeira, em uma das maiores tragédias urbanas da história dos Estados Unidos.

As autoridades temiam que o restante do prédio viesse ao chão, o que colocaria em risco as equipes de resgate. Os temores se agravaram com a aproximação da tempestade tropical Elsa, prevista para terça-feira, 8, na Flórida.

"A demolição em si está limitada à área ao redor do prédio", alertou no domingo a prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine.

"No entanto, há poeira e outras partículas que são um subproduto inevitável de todos os tipos de demolições e, como medida de precaução, pedimos aos residentes das imediações que permaneçam dentro de casa", acrescentou.

Dezenas de moradores da região assistiram à demolição com seus celulares apontados para os escombros.

Ampliar a busca 

"Destruir este edifício é algo que teríamos que fazer de qualquer maneira, visto que uma tempestade se aproxima, é prudente que seja agora", afirmou no sábado o governador da Flórida, Ron DeSantis.

Levine destacou, porém, que "derrubar o edifício de maneira controlada era fundamental para expandir a operação de busca", porque as equipes não conseguiram aprofundar mais os trabalhos devido ao risco de desabamentos.

O presidente americano, Joe Biden, visitou o local na quinta-feira e encontrou familiares das vítimas, que improvisaram um memorial em uma cerca de metal com fotos dos mortos e desaparecidos.

Os sobreviventes informaram que foram acordados por volta de 1h30 do dia do desabamento pelo que pareciam trovões que sacudiram seus apartamentos.

As equipes de emergência chegaram pouco depois do colapso e conseguiram ajudar a retirar dezenas de moradores. Um adolescente foi retirado com vida dos escombros. 

Mas, até agora, não foram localizados outros sobreviventes. A operação de busca utiliza cães farejadores e guindastes para retirar os escombros. 

Entre os desaparecidos estão dezenas de latino-americanos procedentes da Argentina, Colômbia, Chile, Paraguai e Uruguai

O filho e o marido de uma brasileira estão entre as pessoas que ainda não foram localizadas após o desabamento parcial do prédio.

Outro brasileiro que morava no prédio, Erick de Moura salvou-se do desabamento ao decidir dormir na casa da namorada naquela noite.

Embora tenha sido levantada a hipótese de falha na manutenção do prédio, ainda não há uma resposta clara sobre a causa do desabamento.

"Não temos provas sólidas do que aconteceu", disse Biden na quinta, antes de ressaltar que existem "várias perguntas" a serem respondidas. 

Entre as dúvidas, ele mencionou a manutenção e a estrutura do edifício, as obras de construção próximas e o aumento do nível da água.

Um relatório de 2018 publicado por funcionários da cidade revelou temores de "danos estruturais importantes" no complexo. / AFP

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