Toby Melville/Reuters
Toby Melville/Reuters

Restauração do Big Ben deve custar quase R$ 500 milhões

Relógio está em obras há dois anos; reabertura ao público está prevista para 2021

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2020 | 22h14

LONDRES - Os danos causados por uma bomba da 2ª. Guerra, o amianto ou a contaminação, descobertos recentemente, fizeram disparar os custos de reparo do famoso Big Ben, em Londres, que está em obras há dois anos.

Os custos da restauração da torre Elizabeth, que abriga o famoso relógio e seu sino, vai beirar os 80 milhões de libras esterlinas (R$ 450 milhões), anunciou o Parlamento britânico.

Após precisar de um aumento de 32 milhões de libras em 2017, a restauração quase 19 milhões de libras adicionais.

A restauração acabou se revelando "mais complexa que o previsto", destacou em um comunicado Ian Ailles, diretor-geral da Câmara dos Comuns.

Apesar dos gastos adicionais, que devem ser aprovados pelas duas câmaras do Parlamento britânico, a reabertura ao público da torre de 96 metros continua prevista para 2021.

Com essas obras, será reparada a esfera e o mecanismo do relógio, as fissuras da torre e a corrosão do telhado, além do marco em torno da esfera, à qual será devolvida a cor original do século 19. 

O edifício neogótico do arquiteto Augustus Pugin, concluído em 1856, apresenta os estragos da passagem do tempo e está inclinado 46 cm. 

Os mais fervorosos defensores do Brexit queriam que badalasse por ocasião do divórcio da União Europeia, em 31 de janeiro, mas o sino não tocou.

Ao invés disso, foi projetada uma imagem do icônico relógio na fachada de Downing Street, residência do premier, Boris Johnson, e foi reproduzida uma gravação dos badalos do sino. /AFP

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