Restos de bomba são encontrados em local de acidente

As autoridades russas anunciaram hoje a abertura de uma investigação para apurar as causas do acidente que provocou o descarrilamento do trem expresso de passageiros na rota que liga Moscou e São Petersburgo. Em entrevista às agências de notícias Interfax e RIA Novosti, o chefe do Departamento do Serviço de Segurança Federal da Rússia, Alexander Borotnikov, disse que um artefato explosivo improvisado com cerca de sete quilos de TNT foi detonado com a passagem do trem, na noite de ontem, dia 27. Segundo ele, restos da bomba caseira foram encontrados no local do acidente.

AE-AP, Agencia Estado

28 Novembro 2009 | 14h45

"De fato, foi um ataque terrorista", disse à Interfax o porta-voz da promotoria federal, Vladimir Markin. Em outra entrevista, para a ITAR-Tass, ele afirmou que a cratera formada após a explosão da bomba atingiu um 1,5 metro de profundidade.

O acidente ocorreu em uma das linhas de trens mais frequentadas da Rússia, a cerca de 402 quilômetros da capital e 250 quilômetros de São Petersburgo. O trem saiu dos trilhos na altura da cidade de Uglovka. O último balanço oficial do Ministério de Situações de Emergência informou que 39 pessoas morreram. "Havia 25 mortos inicialmente, mas outros 14 foram encontrados fora do vagão", disse um oficial do ministério.

O descarrilamento de vários vagões do Nevski Express, um trem de alto luxo com 14 vagões, utilizado principalmente por turistas estrangeiros, executivos e autoridades do governo ocorreu às 21h34 no horário local (18h34 GMT) da sexta-feira, na fronteira das regiões de Novgorod e de Tversk, no noroeste do país, segundo informou o porta-voz da empresa de transportes ferroviários.

Em declaração transmitida hoje pelas emissoras de TV, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, pediu calma à população, afirmando que "não precisamos de caos, porque a situação já está tensa como está".

Policiais e promotores lotavam o local do acidente neste sábado e restringiam o acesso ao que supostamente era a cratera aberta por uma bomba. Testemunhas declaram à emissora de TV Channel One que concordavam com a ideia de que uma bomba possa ter causado o descarrilamento. "Foi aterrorizador. Acho que foi um ato de terrorismo, já que houve uma explosão", disse o passageiro Vitaly Rafikov, que não se machucou.

Igor Pechnikov, que afirmou que estava no segundo dos três vagões que saíram dos trilhos, disse que um tremor começou e a composição curvou-se violentamente para a esquerda.

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