Restos mortais de Daniel Pearl seguem para os EUA

Os restos mortais do jornalista norte-americano Daniel Pearl, do Wall Street Journal, foram levados hoje ao aeroporto de Karachi, no Paquistão, para embarcar para os EUA. Pearl desapareceu há mais de seis meses quando fazia uma reportagem sobre os militantes islâmicos na cidade paquistanesa de Karachi. Os restos mortais seguiram para o aeroporto em um caixão marrom, coberto por flores vermelhas, do necrotério da Fundação Edhi, uma organização paquistanesa, sob escolta da polícia. No aeroporto, o caixão foi levado para uma área reservada acompanhado de diplomatas americanos e paquistaneses. Oficiais da embaixada dos EUA em Islamabad não deram detalhes sobre a transferência dos restos mortais. O jornalista tinha 38 anos quando foi seqüestrado, em 23 de janeiro, em Karachi. Ele trabalhava numa reportagem sobre a ligação entre extremistas islâmicos e Richard C. Reid, preso em dezembro num vôo de Paris para Miami com explosivos nos sapatos. Poucos dias depois, organizações paquistanesas e americanas começaram a receber e-mails do até então desconhecido Movimento Nacional para a Restauração da Soberania do Paquistão, anunciando o seqüestro do jornalista. Em fevereiro, um vídeo foi entregue a diplomatas americanos em Karachi confirmando a morte de Pearl. Em maio, os restos mortais foram encontrados em uma caverna de Karachi. Em julho, um teste de DNA comprovou que se tratava do jornalista. No mês passado, quatro homens, incluindo um militante de origem inglesa, Ahmed Omar Saeed Sheikh, foram julgados. Apenas Ahmed Sheikh foi condenado à morte por enforcamento. Os outros três foram sentenciados a 25 anos de prisão. Sete pessoas ainda estão sendo procuradas pelo crime.

Agencia Estado,

07 Agosto 2002 | 11h17

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