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Restos mortais recuperados do avião da EgyptAir mostram que houve uma explosão

Especialista analisou os 80 restos mortais transportados ao Cairo, mas disse que ainda não pode determinar o que teria levado a aeronave a explodir

O Estado de S. Paulo

24 Maio 2016 | 09h19

CAIRO - Os restos mortais recuperados do voo MS-804 da EgyptAir apontam que houve uma explosão a bordo, o que poderia ter derrubado a aeronave, segundo uma fonte forense egípcia. O avião caiu na quinta-feira no Mar Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo quando ia de Paris ao Cairo. “A explicação lógica é que uma explosão o derrubou”, indicou.

A fonte faz parte de uma equipe de investigação do Egito e estudou pessoalmente os restos mortais no Cairo. Ela pediu anonimato porque não tinha autorização para divulgar a informação.

Os 80 restos mortais transportados à capital egípcia são pequenos. “Não há nem sequer uma parte completa do corpo, como um braço ou uma cabeça”, disse o especialista, indicando que um dos fragmentos era a parte esquerda de um crânio.

“Mas não posso dizer o que provocou a explosão”, ressaltou.

Autoridades egípcias disseram que acreditam que um atentado terrorista é uma explicação mais provável do que falha técnica, e alguns especialistas em aviação afirmaram que as manobras bruscas descritas pelo ministro de Defesa grego apontam para a explosão de um bomba ou uma luta dentro da cabine do piloto. No momento, ainda não há provas definitivas das causas do acidente.

Um jornal do Cairo, Al-Watam, citou uma fonte forense não identificado em sua edição desta terça-feira, 24, dizendo que o avião havia explodido no ar, mas ainda não foi determinado se a ação foi causada por um dispositivo explosivo.

O especialista disse que os restos mortais encontrados até agora “não são maiores que o tamanho de uma mão”. /Associated Press

Tese negada. Apesar do que disse a fonte, o diretor de análises forenses do Egito, Hesham Abdelhamid, negou as afirmações de que um exame inicial dos restos mortais apontam para uma explosão, segundo a agência de notícias Mena.

"Tudo que tem sido publicado sobre esse assunto é completamente falso, e são meras suposições que não foram divulgadas pela Autoridade de Análises Forenses", disse Abdelhamid em um comunicado.

Ele ainda pediu aos meios de comunicação que "tenham cautela na hora de divulgar assuntos que a Autoridade Forense estuda, porque causam confusão na opinião pública, propagam rumores falsos e prejudicam o interesse supremo e a segurança nacional do Estado". /Associated Press e Reuters

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