Restrição a viagens aumenta divergência sobre sanções ao Irã

Os seis países que negociam uma resolução para impor sanções ao Irã mantiveram suas divergências, principalmente sobre a proibição de viagens para funcionários iranianos envolvidos em programas de mísseis.Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China) e a Alemanha realizaram outra rodada de negociações sobre a nova minuta de resolução apresentada pelos três países europeus.Rússia e EUA apresentaram emendas ao texto, mas ainda não foi possível um acordo. A esperança é de votar o projeto na próxima semana, disse o embaixador britânico, Emyr Jones Perry.O texto proposto pede a Teerã que cumpra as exigências da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio e seus projetos relacionados com um reator de água pesada.Além disso, proíbe aos estados-membros vender ao Irã materiais e tecnologia relacionada com programas nucleares e balísticos, assim como assistência aos especialistas iranianos.Também impõe restrições financeiras e de viagens para pessoas e entidades vinculadas aos programas. O veto inclui uma lista de 10 funcionários iranianos, entre eles especialistas da usina de reprocessamento de Natanz e altos comandantes da Guarda Revolucionária.Fontes diplomáticas afirmaram que existem divergências sobre as sanções, como a proibição das viagens e o congelamento dos ativos de pessoas e entidades ligadas ao programa nuclear.Moscou defende uma resolução que incentive Teerã a aceitar o pacote de ajuda econômica e tecnológica oferecido pela comunidade internacional em junho passado, em troca de uma moratória a longo prazo das suas atividades de enriquecimento de urânio.O embaixador chinês na ONU, Wang Guangya, também teme que a lista de possíveis punidos por trabalhar no programa nuclear será recebida como uma "humilhação" no Irã.As negociações sobre a questão iraniana devem continuar nesta quinta-feira, apesar do incidente com Rússia e EUA. A reunião programada para terça-feira, foi suspensa depois de a missão russa se irritar com a decisão americana de levar ao Conselho de Segurança o tema dos direitos humanos em Belarus.

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