Restrição menor faz Faixa de Gaza crescer 16%, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que a economia na Cisjordânia ocupada cresceu 9% no primeiro semestre, enquanto a Faixa de Gaza teve uma expansão ainda maior, de 16%, graças à ajuda de doadores, ao relaxamento das restrições impostas por Israel e a uma agressiva reforma do sistema bancário conduzida pela Autoridade Nacional Palestina.

AE, Agência Estado

12 de setembro de 2010 | 19h06

O chefe da missão do FMI responsável pelo estudo, Oussama Kanaan, advertiu que o crescimento robusto da economia palestina não será sustentável sem avanços no processo de paz entre palestinos e israelenses e sem a suspensão adicional de restrições por Israel. A advertência foi feita poucos dias antes de uma segunda rodada de negociações de paz entre palestinos e israelenses no Egito.

Kanaan observou que, apesar do salto dramático no crescimento verificado nos últimos meses, a economia de Gaza ainda está em um nível inferior ao de 1994, quando o processo de paz de Oslo foi lançado, ou ao de 2007, quando Israel fechou o território para punir o Hamas (Movimento Islâmico de Libertação). "Tomando isso como ponto de partida, um crescimento de 16% ainda deixa a economia de Gaza numa situação desesperada", disse Sari Bashi, do grupo israelense de direitos humanos Gisha. As informações são da Dow Jones.

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