Restrições a imigração se espalham pela região

As barreiras contra imigrantes aumentaram nos últimos meses na Europa. Espanha, Suíça, Irlanda, França e Grã-Bretanha são alguns dos países que adotaram leis mais duras para a entrada de estrangeiros. Desde abril, a Grã-Bretanha apenas aceita dar vistos de trabalho a pessoas que tenham título de pós-graduação. No final do ano passado, protestos foram realizados na Grã-Bretanha contra a decisão de empresas britânicas de contratar trabalhadores estrangeiros. Alguns protestos chegaram a questionar leis básicas da União Europeia. Em uma usina, trabalhadores britânicos entraram em greve por causa da decisão da direção da empresa de empregar portugueses e italianos. Pelas leis da UE, trabalhadores do continente podem trabalhar onde quiserem. A Grã-Bretanha divulgou ontem seus novos números de desemprego, os maiores desde 1981: 2,2 milhões de pessoas estão sem trabalho, 7,1% da população. Na Irlanda, o governo também vem endurecendo as leis contra a imigração e restringindo a distribuição de vistos de trabalho. Na França, o número de pessoas interceptadas por dia nos aeroportos duplicou desde o início do ano. Na Suíça, o governo anunciou nesta semana que, por causa da recessão, está considerando barrar a livre entrada de cidadãos europeus que querem trabalhar no país. A Suíça não faz parte da União Europeia, mas conta com acordos de livre circulação. Agora, esse acordo pode ser revisto. Um dos casos mais críticos é o da Espanha. Por causa dos 4 milhões de desempregados, o governo está incentivando estrangeiros sem trabalho a voltar a seus países. O governo paga o seguro-desemprego e contribui com ajuda financeira, mas a pessoa não pode voltar à Espanha por três anos.

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