Resultado de eleição no Egito atrasa e sai só na 6a-feira

Os militares que governam o Egito pintaram um cenário lúgubre para a economia do país na quinta-feira, enquanto as autoridades eleitorais adiaram a divulgação dos resultados de uma histórica eleição parlamentar na qual os partidos islâmicos são os favoritos. Segundo os militares, os votos ainda estão sendo contados.

MARWA AWAD E TAMIM ELYAN, REUTERS

01 de dezembro de 2011 | 15h43

Eles afirmaram que os resultados do primeiro turno serão anunciados na sexta-feira, para quando está marcado um protesto na Praça Tahrir para relembrar os 42 mortos nos confrontos com a polícia no mês passado. Os jovens manifestantes também exigem o fim imediato do governo liderado pelo Exército.

Os egípcios - que votaram livremente pela primeira vez desde que integrantes do Exército derrubaram o rei em 1952 - parecem dispostos a dar uma chance aos islâmicos.

"Tentamos todo mundo, por que não tentar a Sharia (lei islâmica)?", perguntou o funcionário público Ramadan Abdel Fattah, de 48 anos.

O sucesso dos islâmicos nas eleições do Egito, o mais populoso dos países árabes, reforçará uma tendência no norte da África, onde os islâmicos moderados agora estão à frente de governos no Marrocos e na Tunísia pós-levante, após vitórias eleitorais nos últimos dois meses.

O Parlamento - cuja formação exata será conhecida apenas após o final do processo de votação no Egito, em janeiro - poderá desafiar o poder dos generais, que assumiram em fevereiro depois que um levante popular derrubou Hosni Mubarak, um ex-chefe da Força Aérea.

O conselho do Exército, sob pressão crescente para abrir o caminho para um governo civil, disse que manterá os poderes para formar ou dissolver um ministério. O líder do partido da Irmandade Muçulmana, porém, afirmou nesta semana que a maioria no Parlamento deverá formar um governo.

Esperava-se o resultado da eleição para quinta-feira, mas algumas regiões não finalizaram suas contagens.

Em uma revelação alarmante, um oficial do Exército afirmou que as reservas estrangeiras cairão para 15 bilhões de dólares até o fim de janeiro, abaixo dos 22 bilhões de dólares registrados pelo banco central em outubro.

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