Orestis Panagiotou/Efe
Orestis Panagiotou/Efe

Resultado parcial aponta vitória da situação na Grécia

Premiê George Papandreou deve permanecer no cargo; abstenção no pleito foi de 40%

Agência Estado

08 de novembro de 2010 | 10h03

ATENAS - Resultados parciais mostram que o Partido Socialista, atualmente no poder, venceu as eleições locais, realizadas no domingo, 7, na Grécia. Com isso, o primeiro-ministro George Papandreou desistiu de sua ameaça anterior de adiantar as eleições nacionais, caso fosse derrotado na disputa local.

 

Com mais de 50% dos votos apurados, os candidatos socialistas estavam à frente em sete das 13 regiões eleitorais do país, incluindo a crucial província da Ática, onde vivem 40% da população grega. O Partido Nova Democracia, de oposição, deve ficar com cinco províncias. Na região restante, as duas forças políticas travam uma disputa acirrada.

 

Os candidatos socialistas lideravam também na disputa por três das cinco principais prefeituras do país. O Nova Democracia estava à frente nas outras duas. "Ainda que os socialistas tenham perdido muito apoio, eles ainda permanecem como partido número um", notou George Kyrtsos, comentarista político e editor do jornal City Press.

 

As eleições ocorreram em meio a um quadro de descontentamento dos eleitores e eram vistas como um referendo sobre o duro programa de austeridade de três anos adotado pelo governo e bastante criticado pela oposição. O governo advertiu que poderia convocar eleições nacionais antecipadas, apesar de estar há apenas 13 meses no poder. A notícia causou insegurança nos mercados financeiros e críticas veladas de emprestadores internacionais.

 

Papandreou, porém, parecia satisfeito ontem com os resultados e não deu qualquer sinal de que possa adiantar as eleições gerais. Segundo ele, as eleições foram uma confirmação de que o povo grego "ainda quer aquela mudança" para a qual ele foi eleito.

 

Em maio, a Grécia esteve perto da bancarrota, mas escapou com a ajuda de um plano de 110 bilhões de euros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE). Em troca, comprometeu-se com um plano de três anos de austeridade e reformas. O plano incluiu duros cortes nas pensões e nos salários do funcionalismo público, bem como novos impostos para produtos que vão desde cigarros a gêneros alimentícios básicos.

 

Segundo dados oficiais, apenas 60% do eleitorado compareceu às urnas. Nas eleições gerais de outubro de 2009, o comparecimento foi de 70,9%. Na disputa local de 2006, foi de 72,4%. O voto é obrigatório no país. As informações são da Dow Jones.

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