Resultado preliminar põe partido de Erdogan na liderança

Resultados preliminares das eleições municipais na Turquia indicam a liderança do AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento), partido de raízes islâmicas do primeiro-ministro do país, Recep Tayyip Erdogan. Cerca de 48 milhões de pessoas estão registradas para votar para prefeito e administradores de distritos em 81 províncias. O voto é obrigatório. Com apenas 10% dos votos computados, o partido de Erdogan liderava com 41%, de acordo com informações da rede de televisão estatal turca, TRT.

AE-AP, Agencia Estado

29 de março de 2009 | 15h57

Segundo informações da agência de notícias Anatolia, quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após diversas brigas entre grupos políticos rivais no país. As pesquisas eleitorais indicavam que o partido de Erdogan obteria a maioria dos votos, após as tensões com a oposição laica apoiada pelos militares, que dominaram a política na maior parte da história moderna do país. Segundo a TV estatal turca, o oposicionista Partido Republicano do Povo conseguiu até o momento 17% dos votos. A oposição tem tentado capitalizar o avanço do desemprego e os efeitos da crise financeira internacional, assim como as acusações de corrupção contra o partido de Erdogan.

O AKP, entretanto, garantiu estabilidade na Turquia após anos de precários governos de coalizão. O partido, eleito pela primeira vez em 2002, obteve uma vitória importante nas eleições gerais de 2007, com mais de 46% dos votos. Nas últimas eleições municipais, em 2004, o AKP venceu em 12 das 16 cidades mais importantes da Turquia, incluindo Ancara e Istambul.

Um desafio deve vir do Partido da Sociedade Democrática, a favor dos curdos, que deve manter o domínio no sul da Turquia, predominantemente curdo. O partido governa a maior cidade da região, Diyarbakir. Uma vitória do partido deve fortalecer a capacidade de Erdogan de implementar reformas constitucionais, de olho na aceitação da Turquia na União Europeia (UE). Erdogan quer fazer emendas à constituição para dificultar o fechamento de partidos políticos.

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