Retaliação contra civis é "inaceitável", adverte o Irã

A reação do Irã aos atentados da última semana nos EUA põe à mostra mais uma vez a divisão entre os dirigentes do país. Além das manifestações de solidariedade para com os norte-americanos, falou-se na hipótese de abertura de diálogo com Washington e em seguida houve novas declarações de condenação ao "expansionismo norte-americano", que seria a razão dos ataques em Nova York e Washington. Hoje, pela primeira vez o Guia Supremo do país teocrático, aiatolá Ali Khamenei, assumiu posição em relação aos atentados nos EUA - condenando-os, mas advertindo que seria igualmente condenável um ataque ao Afeganistão, que "aumentaria os problemas" dos EUA. Também o presidente reformista Mohammad Khatami, que de imediato havia condenado os atentados expressando solidariedade para com o povo norte-americano, disse hoje que seria "inaceitável" uma ação dos EUA que recaísse sobre inocentes. Em Teerã, hoje, muitos cidadãos se dirigiram à embaixada suíça, que representa os interesses norte-amercanos no país, para escreverem mensagens de condolências em um livro que será encaminhado a Washington. Ao mesmo tempo, diversos deputados reformistas pediram a Khatami, autor do "Diálogo entre as Civilizações", que coloque sua autoridade moral a serviço de uma iniciativa para evitar um choque entre o Ocidente e o mundo islâmico.

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