Retaliação israelense provoca pelo menos 10 mortes

Tanques israelenses invadiram hoje a cidade de Belém, dominando dois hotéis que estão sendo utilizados como postos de comando. As forças israelenses ocuparam diversas áreas palestinas nos últimos dois dias e o primeiro-ministro Ariel Sharon congelou as negociações com a Autoridade Palestina liderada por Yasser Arafat. A ação israelense é uma retaliação ao assassinato do ministro de Turismo de Israel, Rehavam Zeevi. Israel enviou cerca de 30 tanques a Belém e Beit Jalla. As agências internacionais falam em cerca de dez palestinos e um israelense mortos desde quarta-feira, quando o ministro foi assassinado. Um jovem foi morto hoje por soldados israelenses quando jovens palestinos lançavam pedras contra tropas de israel na Faixa de Gaza. Israel quer que Arafat entregue os responsáveis pela morte do ministro, que foi assumida pela Frente Popular para Libertação da palestina (FPLP). A FPLP informou hoje que a Autoridade palestina deteve hoje alguns de seus dirigentes na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém. Enquanto os israelenses firmaram suas posições nas duas cidades, milhares de palestinos gritavam ?vingança, vingança? durante uma marcha pelo centro de Belém como parte do funeral de três palestinos que foram assassinados ontem. Os palestinos lotaram a praça da manjedoura, local do nascimento de Jesus, e alguns militantes dispararam tiros para o alto durante o cortejo fúnebre. Dirigindo-se à multidão, o líder do movimento Fatah, Kamel Hamad, disse que os palestinos continuarão sua luta ?até que não haja mais nenhum soldado ou civil em nossa terra?. Atef Abayat, líder da militar da Fatah, foi uma das vítimas de ontem, quando um helicóptero disparou contra o carro em que ele estava. O carro explodiu. Os palestinos culpam os israelenses pelos disparos. Abayat era um dos militantes palestinos procurados por Israel por ser considerado responsável por diversos atentados contra israelenses. Israel, entretanto, negou responsabilidade pela explosão.

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