Susan Walsh/AP
Susan Walsh/AP

Retirada de americanos e aliados do Afeganistão depende de colaboração do Taleban, diz Biden

Democrata mantém cronograma que prevê fim da operação em 31 de agosto

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2021 | 19h00

WASHINGTON - A retirada de civis, diplomatas e militares americanos, assim como de seus aliados, do Afeganistão depende diretamente da colaboração do Taleban, afirmou nesta terça-feira, 24, o presidente americano Joe Biden. “O Taleban precisa continuar cooperando, permitindo acesso ao aeroporto e não atrapalhando as operações”, disse o democrata em entrevista coletiva. A operação deve ser encerrada até o dia 31 de agosto.

Biden se encontrou com líderes do G7, das Nações Unidas, da OTAN e da União Europeia na manhã desta terça-feira. “Tivemos uma discussão produtiva sobre a missão de retirada e a necessidade de uma abordagem coordenada em relação ao Afeganistão ao passo em que avançamos”, afirmou. O presidente também disse ter expressado gratidão pela “solidariedade” entre os países e disse que a operação atual é um esforço global sem precedentes. 

De acordo com dados oficiais, militares americanos ajudaram a retirar 37 mil pessoas do Afeganistão desde o dia 14 de agosto, quando o Taleban tomou Cabul. O ritmo dos voos aumentou nos últimos dias, permitindo que 11 mil pessoas fossem retiradas em 24 horas, mas milhares de pessoas continuam tentando deixar o país.

Biden afirmou estar determinado a garantir que a missão será completa, mas disse também estar ciente de riscos que continuam aumentando. “Quanto mais tempo os Estados Unidos ficarem no país, maior o risco de um ataque por um grupo terrorista conhecido como ISIS-K (Estado Islâmico-Khorasan)", disse o presidente.

Mais cedo, Biden confirmou que o prazo para a conclusão da operação seria mantido. A decisão não agrada líderes aliados, que buscam estender o prazo da operação para garantir a saída de mais pessoas do país. O Taleban havia informado anteriormente que não aceitaria nenhuma prorrogação.

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