Retirada de brasileiros do Vale de Bekaa adiada em 48 horas

Os brasileiros que deveriam sair neste sábado do Vale do Bekaa, no Líbano, tiveram a partida adiada por mais 48 horas. O Itamaraty deverá dar uma entrevista por volta das 15h30 em Brasília, para explicar as razões do adiamento e a situação que envolve os brasileiros no Líbano. Dos 20 ônibus previstos para sair neste sábado, apenas dez sairão, e somente na próxima segunda-feira. O Itamaraty havia informado anteriormente que, neste sábado, 23 ônibus de brasileiros deixariam o Líbano, rumo à Síria. Segundo o embaixador Ricardo Neiva, assessor do ministro Celso Amorim, pela manhã, três ônibus já haviam deixado Beirute. Segundo Neiva, Amorim conversou com o secretário Geral da ONU, Kofi Annan, com a embaixada de Israel em Brasília e com a secretária de Estado americana Condoleezza Rice, para pedir que os locais onde se encontram os brasileiros não sejam bombardeados por Israel. O ministro pediu também que as estradas por onde passar o comboio não sejam alvos de ataques.Também neste sábado, o Exército israelense alertou a população civil de 13 aldeias do sul do Líbano para que saia da região até as 19h (13h de Brasília). A porta-voz militar indicou que a advertência foi feita "para o benefício da segurança da população civil", já que nessa área o grupo xiita libanês Hezbollah conta com diversas bases e locais de lançamento de foguetes Katyusha.Um pequeno contingente mecanizado do Exército israelense, apoiado por unidades de infantaria, cruzou a fronteira com o Líbano e tomou o controle de uma aldeia na região sul do país, informaram fontes militares israelenses. Uma porta-voz militar israelense confirmou que o contingente mecanizado, composto por carros de combate, escavadeiras e veículos de transporte de tropas, cruzou um posto de controle da ONU e se dirigiu à aldeia de Maroun al-Ras, onde já se encontra um destacamento de tropas de elite. A artilharia israelense apóia a operação com bombardeios contra a região.

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