Retirada de Israel de Gaza pode levar militantes palestinos a eleições

O chanceler palestino, Nabil Shaat, disse nesta quinta-feira que a retirada de Israel de Gaza poderá abrir caminho para eleições há longo tempo adiadas e que estas poderiam incluir grupos militantes - um sinal de que negociações poderão levar os grupos islâmicos a uma participação formal na política palestina, apesar dos desacertos de Israel e dos EUA. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, propôs a retirada unilateral de Israel de Gaza e um pequeno recuo das forças israelenses na Cisjordânia na ausência de conversações de paz. Embora a retirada de Gaza não esteja prevista para um prazo inferior a um ano, tal perspectiva provocou uma série de encontros entre facções palestinas e especulações sobre qual seria a força dos grupos radicais após a saída dos israelenses.Shaat disse que os palestinos estão "entusiasmados" com a perspectiva da realização de eleições depois da retirada de Israel. "Esperamos que isto (a retirada) possa abrir caminho para eleições gerais palestinas com a participação do Hamas", disse o chanceler à Associated Press. Os palestinos só tiveram uma eleição geral desde que a Autoridade Palestina foi estabelecida em 1994. O Hamas boicotou o pleito de 1996, recusando-se a reconhecer a Autoridade Palestina, estabelecida através de um acordo provisório com Israel. O grupo radical islâmico não aceita um Estado judeu no Oriente Médio.

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