Retirada do Iraque está quase completa, diz Zapatero

Depois de anunciar a saída de quase todos os 1.300 soldados espanhóis que estavam no Iraque, o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que até 27 de maio todos os militares do país estarão fora do território iraquiano. "Não deveríamos ter ido ao Iraque e, por isso, devemos voltar o mais rápido possível", declarou Zapatero ante parlamentares, lamentando o fato de seu antecessor, José María Aznar, ter decidido enviar tropas sem consultar o Parlamento.Zapatero assegurou que sua decisão de retirar as tropas do Iraque foi uma medida adotada "com responsabilidade e sem improvisação" e sem relação com "nenhuma outra circunstância", referindo-se aos atentados do 11 de março em Madri, que mataram 191 pessoas.Foi uma decisão, assinalou, tomada depois de intensos contatos com os EUA, França, Grã-Bretanha, países ibero-americanos que têm tropas no Iraque e diversas nações árabes - após chegar à conclusão de que era "absolutamente impossível" que a ONU tome o controle da situação antes de 30 de junho. Ele reiterou que a guerra no Iraque foi ilegal, por não ter atendido a mandado das Nações Unidas.

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