Retirada não afeta a maioria das colônias israelenses

Após a Guerra dos Seis Dias, travada em 1967, Israel passou a construir e estabelecer comunidades de judeus em áreas capturadas em combate da Síria, Egito e Jordânia - respectivamente, Colinas de Golan, Faixa de Gaza e Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Atualmente há cerca de 120 colônias na Cisjordânia, além de 42 nas Colinas de Golan, 21 colônias na Faixa de Gaza e 29 em Jerusalém Oriental. O governo de Israel não considera os judeus de Jerusalém Oriental como colonos, mas moradores de um território anexado. A anexação não é reconhecida pela comunidade internacional. Algumas dessas colônias ou assentamentos, principalmente na Cisjordânia e Jerusalém, localizam-se em locais onde no passado havia comunidades judaicas e têm valor histórico e religioso para os judeus. Com exceção da área de Golan, todos os demais territórios ocupados são reivindicados pelos palestinos como partes de seu futuro país. O plano do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, aprovado no Parlamento israelense, prevê a remoção de todas as colônias da Faixa de Gaza, o que implica a remoção de cerca de 8.000 cidadãos israelenses. O plano também inclui o fim de quatro pequenos assentamentos da Cisjordânia, com um total de 114 famílias. O número total de colonos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, somados, é de cerca de 400.000, sendo 230.000 na Cisjordânia. No detalhe, colônias israelenses em Gaza segundo levantamento da ONU em 1996. Na Cisjordânia, as colônias estão espalhadas por todo o território. Fontes: CIA World FactBook ; Ramallah Online; Associated Press

Agencia Estado,

26 Outubro 2004 | 20h00

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