Doug Mills / NYT
Doug Mills / NYT

Retomada de economia nos EUA ajuda aprovação de Obama

Depois de chegar aos mais baixos patamares de sua gestão, aprovação do presidente iniciou 2015 em alta, embalada pelo crescimento

Cláudia Trevisan, de Washington / Correspondente, O estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 02h05

WASHINGTON - Depois de anos de uma lenta recuperação, a economia americana parece ter finalmente ganhado impulso em 2014, com queda do desemprego, aceleração do crescimento e índices recordes na Bolsa de Valores. Nas últimas semanas, o movimento foi ajudado pela queda brusca no preço da gasolina, que aumentou de maneira indireta a renda do consumidor americano, o principal motor do país.

Em meio à estagnação da maioria das economias avançadas, os Estados Unidos registraram invejáveis 5% de crescimento anualizado no terceiro trimestre de 2013, o mais alto índice em 11 anos. O desemprego caiu em dezembro ao mais baixo patamar desde 2008 - 5,6%- e 2014 foi o melhor ano para geração de postos de trabalho em uma década e meia.


O ponto fora da curva das boas notícias é a renda dos trabalhadores, que está longe de voltar ao patamar anterior à crise financeira de 2008. Ainda assim, houve uma pequena reação em novembro, com alta de 0,4% em relação ao mês anterior. Mas apesar de não terem aumentos significativos de renda, os trabalhadores estão com mais dinheiro no bolso em razão da queda nos custos de assistência médica e no preço da gasolina, que está 50% mais barata do que em meados de 2014.

A mudança na situação econômica se reflete nos índices de aprovação do presidente Barack Obama. Depois de chegar aos mais baixos patamares de sua gestão no último ano, a aprovação do presidente iniciou 2015 em alta, embalada pelos bons números de crescimento e emprego.

Pesquisa divulgada ontem pelo Wall Street Journal mostrou que 45% dos entrevistados estão satisfeitos com a situação da economia. Ainda que 54% tenham se declarado insatisfeitos, a avaliação positiva é a mais alta desde 2006. Na véspera do discurso sobre o Estado da União do ano passado, apenas 28% dos americanos se declaravam satisfeitos com a economia.

“Esse é um momento crucial”, disse Bill McInturff, um dos responsáveis pelo levantamento. “Nós escapamos da grande recessão.” A aprovação de Obama também subiu, ainda que não na mesma proporção que a da percepção econômica. Seu trabalho é aprovado por 46% dos entrevistados, quatro pontos acima do patamar de novembro. Mas com a melhoria na situação do país, a apoio ao presidente deve subir mais nos próximos meses.

O resultado é mais positivo para Obama em levantamento divulgado ontem pelo Washington Post, segundo o qual a aprovação do presidente voltou a 50%, mesmo patamar registrado no início de 2013, logo depois de sua reeleição. 

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