Retórica de ‘guerra’ teve efeito desejado

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, prometeu intensificar sua "ofensiva econômica" para obrigar as empresas a reduzirem os preços. Foi o que declarou depois que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu as eleições municipais do fim de semana.

ANÁLISE: Brian Ellsworth / REUTERS,

09 de dezembro de 2013 | 23h17

Candidatos do presidente foram os que mais se beneficiaram com as medidas repressivas adotadas por Maduro, em novembro, obrigando comerciantes a reduzirem os preços de produtos como aparelhos de TV, peças de carros e equipamentos para casa. "Esta semana, vamos intensificar a ofensiva econômica", disse um Maduro triunfante, depois de anunciados os resultados, na noite de domingo.

Seu índice de aprovação saltou rapidamente depois das medidas econômicas adotadas, que convenceram consumidores receosos com uma inflação anual de 54%. Maduro culpa uma "guerra econômica" financiada pelos adversários políticos. Os resultados das urnas podem ajudá-lo a implementar medidas econômicas impopulares, como a desvalorização da moeda, que investidores afirmam ser necessária para o governo saldar sua dívida fiscal e reduzir a fuga de capital. Prosseguir com os cortes de preços, porém, pode piorar a escassez de produtos e reduzir a produtividade de um setor privado já maltratado por anos de nacionalizações.

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