REUTERS/Susana Vera
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Retorno à legalidade está nas mãos de líder catalão, diz Rajoy

Premiê espanhol diz desejar com fervor que Puigdemont acerte resposta sobre se independência foi declarada ou não.

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 11h39

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse nesta quarta-feira, 11, em sessão no Parlamento espanhol que está nas mãos do presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, decidir qual será o futuro da crise política detonada pelo processo independentista catalão. Rajoy voltou a defender que o plebiscito do dia 1 é ilegal e pedir para que a Generalitat explique o que significa a declaração suspensa de independência de ontem, sob pena de aplicar o artigo da Constituição espanhola que retiraria o status autônomo da região. 

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"O retorno à legalidade está nas mãos de Puigdemont", disse Rajoy. "Eu desejo com fervor que ele acerte em sua resposta."

O primeiro-ministro voltou a defender a resposta do Estado espanhol ao plebiscito e disse que a atual crise nada tem a ver com diferenças políticas de um país democrático. Ele classificou a iniciativa catalã como o mais sério desafio à jovem democracia espanhola, restaurada após a ditadura franquista, nos anos 70. 

"Para impor seu projeto, (os independentistas) precisam jogar os catalães uns contra os outros, passar por cima de tudo", acrescentou. "Diante deste golpe ao Estado de direito, a respota foi proporcional e integral."

Pressionado por segmentos moderados e radicais no interior do movimento secessionista, o governador da Catalunha, Carles Puigdemont, proclamou nesta terça-feira, 10, a independência da “República Catalã”, de 7,5 milhões de habitantes, mas suspendeu o efeito da declaração à espera de negociações com o governo central espanhol. 

Para lembrar: Catalunha foi declarada Estado em 1934, mas apenas por 10 horas

Há 10 dias, 42% dos catalães foram às urnas e desses 90% aprovaram a ideia de criação de um Estado soberano na província autônoma espanhola. Hoje, o líder separatista apresentou os resultados da consulta popular e anunciou: “Chegados a esse momento histórico, assumo ao apresentar os resultados do plebiscito ante o Parlamento e nossos cidadãos, o mandato do povo de que a Catalunha se converta em um Estado independente em forma de república”.

 

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