TV estatal do Egito/AP
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Retrospectiva 2011: Após 30 anos no poder, presidente do Egito renuncia

Pressionado por manifestações populares no centro do Cairo, Hosni Mubarak cede após 18 dias e sai

estadão.com.br,

20 de dezembro de 2011 | 20h56

CAIRO, 11 DE FEVEREIRO - O presidente do Egito, Hosni Mubarak, prometeu reformas reivindicadas pela população havia três décadas, reprimiu protestos e usou seu poder para parar uma revolução sem precedentes no Egito. Após 18 dias de manifestações, contudo, acabou renunciando em 11 de fevereiro, ao notar que as manobras para se manter no cargo não teriam efeito. Com a renúncia, chegava ao fim um regime ditatorial de 30 anos.

 

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Isolado no balneário paradisíaco de Sharm el-Sheikh, o ditador e dois de seus filhos acabaram presos. Acusado de corrupção e desvio de dinheiro público, Mubarak foi a julgamento por crimes cometidos durante a repressão da revolução egípcia. Foi o segundo líder deposto pela Primavera Árabe.

 

Mubarak nasceu em maio de 1928, em uma província próxima ao delta do rio Nilo. Graduou-se aos 21 anos na Academia Militar do Egito, passando a atuar nas Forças Aéreas do país. Em 1969, já era chefe de Estado das Forças Aéreas; em 1973 ganhou status de herói de guerra devido à atuação na guerra de Yom Kipur, contra Israel.

 

Um ano mais tarde, foi nomeado vice-ministro de Defesa do Egito. Em 1975, o então presidente Anwar al-Sadat o nomeou vice. Quando Sadat foi assassinado pelos islamitas em 1981, Mubarak desviou das balas e se salvou. Ele acabou assumindo mais tarde a presidência, surpreendendo o país.

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